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mundo
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas

Federico García Lorca

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
janeiro 31, 2004

Má Maré Vazante

Continuando apenas por um momento mais o tema da "retenção na fonte" dos pagamentos devidos à Segurança Social: o que parece pacífico para todos, neste Portugal anestesiado, é o simples facto de toda a gente se referir a trabalhadores do Estado, com vínculos contratuais precários, mas que a própria ministra Cardona (e o nosso Primeiro, também...) considera imprescindíveis para o funcionamento do aparelho...

Como é que trabalhadores imprescindíveis têm vínculos precários? E como pode um representante (eleito) do Estado admitir, sequer, no Ministério a que preside, que poderia haver a hipótese daquela gente - conceito extensível a 600 famílias, no dizer da senhora ministra - não receber o pagamento pelo seu trabalho, se não tivesse havido o recurso a este expediente "apatifado"?

Que o merceeiro aqui da esquina defenda estes conceitos, a seguir a um arroto, no meio de um copo de três e uma bifana, entende-se. Mal, mas entende-se. Que um pseudo-gestor recém-formado e apadrinhado por lobby poderoso possa permitir-se sugerir este estratagema manhoso, entre duas pedras de gelo que lhe arrefecem o whisky, já se dá por normal... Agora, que um ministro de um Estado de direito nos venha com a mesma treta é que é... uma incomensurável treta!

Estranha esta atitude da mulher de César que ostensivamente, cá pelo burgo, já se passeia pelos "trottoirs" de ínvias ruas...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:16




MAR de espinhos

(Não, não é uma pintura imp ou expressionista. Também não é uma sonata. Menos, ainda, uma escultura realista... Trata-se, apenas, de um "estado de alma". Da minha, claro. Apeteceu-me ser javardo, também eu, durante um bocadinho, para me sintonizar melhor com alguns dos "este-paisenses"... )


Em pleno território norte-americano, o famoso radical Bean Leader, exibe uma das não menos famosas armas de destruição massiça, com o seu peculiar despudor e espírito de provocação. " - Que cada imperialista sinta na carne os aguilhões do nosso descontentamento!". Fontes ligadas à organização Tiro-e-Queda, explicaram que cada uma destas armas altamente disfarçadas contém, afinal, milhares de pequenas ogivas cheias de pulgas, percevejos e chatos e se encontram prontas para serem lançadas em todo o mundo ocidental, a qualquer momento. "- Bush e os seus lacaios terão, assim, com que se coçar!...", disseram.

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:03


janeiro 28, 2004

Má Maré

Ora, cá temos a panaceia para os problemas financeiros dos tugas: "retém-se" o pagamento à Segurança Social. Paga-se a casita e o carrito mais depressa, com esse dinheirinho que é nosso. Respira-se melhor. Depois, um dia destes, lá mais pela fresca, pega-se nos trocados e regulariza-se a dívida ao fisco.

Não é crime, diz a ministra Cardona, da Justiça(?). Crime seria se eu ficasse com o dinheiro. Mas não! Não, senhor, que eu tenciono "devolvê-lo" um dia destes. Mais cedo ou mais tarde, mais ano ou menos ano, mas garanto que devolvo. E só faço isto, porque tenho uma família para alimentar e estas coisas emocionam-me muito. Por caridade, não se atrevam a duvidar da minha palavra que eu sou um tipo sério... pelo menos até alguém provar o contrário...

Mas como é que a malta não se lembrou disto mais cedo? Arre, povo estúpido!...

Se calhar, os "artistas" que andam para aí a baldar-se às obrigações fiscais vai a ver-se e são futuros (ou passados) ministros! Não tarda são louvados e amanhã terão estátua e nome de rua, como percursores do paraíso na Terra!...

Vou-me ao mar, a apanhar ares!

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:31


janeiro 26, 2004

MAR MORTO

Ouvi, na TV, e duvidei da sanidade do meu sistema auricular. O Cross das Amendoeiras, que há 27 anos tem lugar no Algarve, não vai realizar-se este ano por falta de verbas?

Afinal, era verdade. Confirmei aqui: www.jornaldoalgarve.pt! A Associação de Atletismo do Algarve a quem foi entregue a organização do evento, para 2004, não obteve patrocínios suficientes.

Fala-se aqui de um total de encargos de 170.000 €. Ah! E mais uns pozinhos para a RTP, que cobra a miséria de 45.000 € para transmitir a prova!!!... Vejam-me lá esse serviço público, oh, gentes!... Abençoado turismo!

Deixo aqui uma sugestão: contrata-se um atleta desesperado, por exemplo, por atraso de pagamento à Ti Manela para passar uma rasteira a algum favorito da competição, em plena prova. Deixa-se "escapar a notícia" antecipadamente para as televisões. Sugere-se que, além da rasteira, aquele atleta dará uma facada ao tal favorito, por considerar que ser-se favorito é concorrência desleal... Bem... é que vão lá aparecer as televisões todas e, ainda para mais, de borla. Talvez até paguem!

A RTP dirá, com lágrimas de crocodilo, que teria sido bem melhor não efectuar a transmissão, bem diziam eles, já que um esfaqueamento - que mostram em câmara lenta, por 45 vezes em meia-hora - não é matéria dignificante. A SIC descobrirá que o atleta da facada é um bisneto de um dos pastorinhos de Fátima, actualmente a soldo da Al Qaeda, com entrevistas em directo e tudo. A TVI assegurará que, segundo Fátima, aquele bisneto apenas é culpado de ter oferecido ao Prof. Marcelo um leitão em directo e que a faca apenas se destinava a ser cravada no Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Saramago, numa pose contestária de direita-centro.

No fim, todos se teriam esquecido de efectuar a transmissão, mas isso não faria mossa nenhuma aos turismo e atletismo algarvios, já que lá tinham os cobres e garantia de transmissão por parte de Sport TV, em diferido.

Melhor do que isto tudo, só mesmo a quebra de corrente que se verificou quando o Aznar e o Durão apertavam as mãos para a assinatura do MIBEL. Ele há deuses que não dormem!...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:09




Maré de pesares

Miklos Fehér morreu, aos 24 anos.

E é sempre lamentável a perda de uma vida.

Mas Fehér morreu fazendo o que gostava e, tanto quanto podemos saber, sem sofrimento prolongado, acarinhado e aplaudido pelo seu público e rodeado pelos seus pares e "irmãos de armas"... Também não o matou uma bala ou uma explosão assassinas.

Dificilmente se poderá imaginar "melhor" morte, sabendo nós que a cada um chegará, inevitável e inexoravelmente, a sua vez...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 17:21


janeiro 23, 2004

SOPA DE LETRAS

Tropecei, por ossos de ofício, numa apreciação de proposta estrutural e estruturante apresentada por uma empresa de consultores. Vá lá, não me digam que não conhecem!... Uns sujeitinhos esverdeados, vestidos de cinzento e, geralmente, brilhantes... Já estão a ver? Pois, são esses mesmos! Daqueles que são contratados pelos gestores das empresas porque estes, confessadamente, as não sabem gerir, apesar de serem pagos como se soubessem...

Pois fiquei siderado. Boquiaberto. Arfante. Em meras vinte e poucas páginas de caracteres, em Arial, pelo menos a tamanho de 16 para cima, descobri quão viva permanece a nossa língua. Ele eram as customizações, o mapear estruturas, vocações de externalização ou algo suspeitas coberturas externalizáveis, cruzadas, em delírio, com cronogramas e evoluções espectáveis, em improváveis redesenhos de monitorização de desempenhos, tudo isto muito bem entremeado com embedded values, stakeholders, structered interviews, gap analysis, worl wide partners, due dilligence e, vejam lá vocês, até audit-trail e chek lists! Pelo caminho ainda me ficaram alguns roll-outs, meia-dúzia de management consulting, dois quilitos de skills e um sem-fim de workflows...

Perante um tal fluxo de perplexa ignorância que reconheci em mim, não ergui, desta feita, nenhuma invocação ao meu caro Santo Eucarário, companheiro fiel de tantas imprecações ao longo da vida. Não, desta vez, vi-me obrigado, trajando burel e de corda ao pescoço, à penitência à Nossa Senhora do Outsorcing, não esquecendo a espórtula ao Santo Know-How... E por aqui me fico, aguardando de tanto empenho o feed-back!

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:55


janeiro 21, 2004

MAR de ser português, aqui

Quase 19 horas do dia 20 de Janeiro de 2004.

Na Sociedade Portuguesa de Autores, à Rua Duque de Loulé, em Lisboa, evoca-se José Carlos Ary dos Santos. A sala, pequena para tantos afectos, tem no palco Fernando Tordo e José Fanha para nos ajudarem a relembrar caminhos percorridos. E que bem que decorreu a viagem...

Palavras de revolta e de ternura, sempre urgentes.

Na sala, uma cadeia de televisão - e uma só - fez a cobertura do evento. Era uma cadeia de televisão da Catalunha!

(... tencionava acabar aqui esta nota. Mas ainda vou a tempo de acrescentar àquele mais dois !!)

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:18


janeiro 19, 2004

MARÉ à Coca

Desafios do dia:

Está um senhor de cócoras encostado ao pilar do viaduto?

Desafio - O que estará ele a fazer?

Hipótese a) Alivia premente necessidade;
Hipótese b) Está a cantarolar uma canção infantil, que reza assim: "Eu sou o lobo mau. lobo mau, lobo mau...";
Hipótese c) Quer pregar um susto a algum condutor, velho amigalhaço dos copos;
Hipótese d) É um formador e está apenas a disciplinar, pedagogica e discretamente, a circulação rodoviária nacional;
Hipótese e) É o João Ratão à procura de uma Carochinha;
Hipótese f) É uma alma torturada que se penitencia tendo o rabo gelado por passar horas sentado no cimento;
Hipótese g) É o verdadeiro "amigo de Peniche" (se atentarem na placa de trânsito).

Todos aqueles que acertarem terão direito a passar o resto da vida na Disneylândia Portuga, embora não fiquem isentos do pagamento de impostos...


Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:43


janeiro 18, 2004

MAR de palha

Uma outra vez aqui se divulga uma coisa pequena, menor, quase sem graça, daquelas que nos atazanam a vida:

Será que o homem não pode falhar? Será que a falha pode nem ser homem? Será que a falha e o homem são uma e a mesma coisa?

Afinal, a boa educação e o protocolo não conhecem barreiras menores de vida e de morte...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 01:44


janeiro 15, 2004

MAR de Sinais

Sinalética I - Irmão, porque não utilizas uns dispositivos que a tecnologia disponibiliza na tua viatura, logo depois do volante que te permite ires para onde tu quiseres, dispositivos esses que te facultam a elevada possibilidade de comunicares com o teu semelhante?... Até têm um nome patusco: pisca-pisca. Já ouviste falar? Vê lá bem que, como regra geral, basta um empurrãozito para cima ou para baixo, para eles alegrarem a tua participação no trânsito da cidade.

Se os usares, sabes o que pode acontecer? Tu queres virar e vais virar para a direita. E tu fazes pisca-pisca para o lado direito e, de repente, o mundo ficou mais rico, porque tu, com simples e económico gesto, partilhaste o teu destino com o tal mundo. Depois, tu queres virar para a esquerda e vais virar!... E tu ligas o pisca-pisca a assinalar a tua eminente viragem... E o mundo, a Humanidade toda mas, principalmente, o palerma que vem atrás de ti, pode contar com a tua próxima e transcendente manobra. E sentir-te-ás parte integrante do grande concerto do Universo!...

E, uma vez mais, tu, oh, grandioso condutor, que fazes o teu caminho caminhando sobre rodas, enriqueces o mundo e a Humanidade toda - mas principalmente o palerma que vem atrás de ti!... - com essa altruística partilha.

Este pensamento não te exalta? Não pressentes em ti um superior desígnio, um sobressalto que te eleva muito para além da circunstância de seres, apenas e só, mais um cabrãozito a circular nas estradas de Portugal?

... Vê lá se a tua viatura não tem esses dispositivos que aqui se referem. É que, se não tiver, deves reclamar junto do representante oficial da marca, porque a lei obriga à sua instalação e à tua utilização...

E, por falta de sinais, anda para aí a morrer tanta gente que, se calhar, até faz falta...


Sinalética II - Em Lisboa, capital do 2004 em inglês e tudo, há sinais de trânsito nas ruas que, talvez por nós, portugueses, não sermos muito altos, alçam-se a escasso metro e meio do chão e, geralmente, em locais estratégicos de atravessamento de artérias...

Tenho para mim que se trata de um sofisticado processo de selecção natural estudado pelos organismos oficiais para abater do balanço social uma mão-cheia de cidadãos distraídos ou com deficiências estratégicas.

Na verdade, para quem os encare de determinada perspectiva, são quase invisíveis e podem, ao cidadão munícipe inadvertido ou espantado por alguma circunstância da vida, estralejar as trombas em dispositivo que se destinava a orientá-lo na vida, que não a invalidá-lo, onerando o orçamento do Estado.

Quem determinou a instalação de tais armadilhas para o transeunte distraído, exactamente à altura da fachada ou frontspício do comum dos mortais?

Porque será que temos de ficar sempre tão longe do razoável, da racionalidade, e sempre tão estuporadamente perto da estupidez?

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 14:22


janeiro 13, 2004

Boa Onda

Fartos como andamos de ginasticar a paciência, a carteira, as cruzes (canhoto!...), aqui se propõe um melhor exercício para 2004:

... e tenham cuidado com os H, mas divirtam-se quanto puderem com os Y.

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:22


janeiro 12, 2004

MAR Citado II

Há mar e mar; há ir e voltar. – Alexandre O’Neil

Cada rio irriga milhares de alqueires de terras, mas nenhum deles é vasto e poderoso como o oceano, porque o oceano é o lugar do encontro comum de todos os rios. – Bahá’U’Lláh

Nunca perca a fé na humanidade pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo – Ghandi

O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor. -
Madre Teresa de Calcutá

Aquele que naufragou treme até ante as ondas tranquilas. - Ovídio

A humanidade masculina divide-se em dois grupos: areia ou falésia. A mulher é sempre o oceano. – Claude Aveline

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:26


janeiro 10, 2004

MAR de Coisas Pequenas

Hoje, a OrCa foi às compras. Época pós-natalícia, saldos, promoções e mais essa treta toda.

Garantiram à OrCa que, apesar das barbatanas, ela podia conduzir uma viatura de quatro rodas, com mudanças automáticas e tudo, daquelas que nem precisam de braços nem pés para nada. E a OrCa, até para combater a depressão, tanto a própria como a lusitana, adquiriu.

A OrCa, sendo de boas contas (até incontestável prova em contrário) pagou o que havia a pagar. Já com a chavita em sua posse, possidente de belíssima viatura adquirida num dos concessionários mais pintarolas de uma das mais pintarolas marcas de popós, a OrCa não pôde sair com a viatura nova, modesta mas prazenteira, porque a esta faltava... gasolina!

Vozinhas indiscretas sussurraram à OrCa que já o anterior cliente só tinha conseguido chegar à primeira rotunda a seguir ao stand, distante deste quase 150 metros, onde se imobilizou, relutante e incrédulo!

Alto constrangimento. Aflições mais que muitas. Então e agora, a gasolina?

E a OrCa aguardou, com calma e bocejo, que o ÚNICO funcionário da imensíssima oficina da tal marca pintarolas, inventasse disponibilidade para inventar 5 (cinco) litros, cinco, do precioso líquido, de tal forma que a OrCa não fenecesse no stand por desidratação e convulsões nos neurónios, entretanto amolecidos!...

Esta singela operação levou cerca de 1 hora e 30 minutos a concretizar, com o desespero patente de todos os circunstantes... A vendedora pagou, contra factura, 5 euros pela gasolina... deixe estar, não se incomode, por amor de Deus, não-não quem paga sou eu, ess’agora!....

Comentários? Cá vão: estão a ver, oh seus economistas da trampa e outros proto-ikuminados congéneres? Estão a ver o resultado da tanta pelintrice que avassala o “mercado do trabalho”? Um ÚNICO funcionário, por estar só e abandonado, rodopiando como louco entre preparação de viaturas para entrega e outras “pequenas” minudências do dia-a-dia de uma oficina de uma marca pintarolas é o bastante para deitar abaixo uns larguíssimos milhões de euros em campanhas de promoção da marca pintarolas. Ainda para mais, levou uma rabecada das antigas da hierarquia, por incúria manifesta!

Os cinco ou seis vendedores e administrativos que assistiram, impávidos (ou, talvez, discretamente inquietos) nos seus impecáveis fatos cinzentos, à cena, estão ali que não me deixam mentir...

(Ainda a propósito: a margem de comercialização de uma viatura nova de cerca de 15.000 euros não dará para fornecer 5 euros de gasolina, como graciosa oferta das marcas pintarolas, para que o comprador não tenha de transportar para sua casa a viatura puxada por algum burro? Valha-me Santo Eucarário, diria a minha avozinha...)

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 00:17


janeiro 07, 2004

MAR Citado I

- Homem livre, tu sempre gostarás do mar! - CHARLES BAUDELAIRE

- O mar, o mar, sempre recomeçado! - PAUL VALÉRY

- Navigare necesse, vivere non necesse (Navegar é preciso, viver não é preciso). - POMPEU

- O mar é apenas este conselho: Avançar sempre - chegar nunca. - VAHAGAN DAVTIAN

- Ela foi reencontrada. O quê? - A eternidade. É o mar de mão dada com o Sol. - ARTHUR RIMBAUD

in "Dicionário de Citações", de Florence Montreynaud - Editorial Inquérito

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:21


janeiro 05, 2004

MAR Cão

É terrível este problema da cidadania!... Um tipo anda para aí, atazanado com a vida e, quando menos espera, dá por si com um pé todo borrado.

O sapato, acabado de adquirir com uns restos do décimo terceiro mês, emporcalhado na via pública, sem apelo nem agravo; a porcaria, expandida e fedorenta, sapato fora, até à peúga, pelo escorregão subsequente à ligeiríssima distracção, ao abandonar o banco, de onde saíra espreitando incrédulo o talãozinho multibanco com o anúncio de que o Natal já acabara.

Não! Há que tomar severas providências em relação à violência que é, para o cidadão comum sem cão, patinhar cidade fora no pântano de excrementos em que algumas ruas estão transformadas.

Num sentido ético, aqui se anexa um exemplo de cidadania a seguir, sucedâneo moderno do antigo pelourinho, forma civilizada de denúncia de indignos actos dos nossos pares, indiferentes ao calçado alheio...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 22:24


janeiro 03, 2004

Marés de Circunstância

Corro a três, que não ainda a nove.

No dia 01 de Janeiro bebi a minha bica, no café habitual, por mais 5 cêntimos. "- Pois é, amigo, isto está mau... e os pasteizinhos aumentam p'rà semana!..."

Anuncia-se por aí o aumento do pão (terrível!), da gasolina (trágico!), da electricidade (pouco claro!), da água (pouco limpo!), do gás (mal-cheiroso!)... Mas porquê? Por ser dia 01 de Janeiro? Ou por se ter simplesmente atravessado uma barreira virtual, de um ano para o outro?

Nas negociações salariais, o ritmo é diferente. Mais trimestre, menos semestre, a malta aguenta-se.

Não, isto não fica assim! Que tal a malta, para o ano que vem, prescindir da passagem de ano? Criemos um grande movimento de massas a favor do boicote à passagem de ano. Fica tudo em 2004! Assim, c'um'àssim nós já nem temos grande tendência para sair da cepa torta...

De 2004 ninguém arreda pé. Pode ser que, assim, no próximo Janeiro não haja aumentos...

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 19:22


janeiro 01, 2004

Novos Mares

Correntes adversas me trouxeram para outros mares.

Por aqui ficarei, agora, à vossa espera...

Entretanto, das navegações iniciais, deixarei aqui a história:

31.12.2003

2004 - MARE NOSTRUM - Não podia deixar de informar quem por aqui mergulhe que 2003 acaba, não tarda nada...

Quando 2002 estava a acabar, cada um de nós pensou em fazer qualquer coisa de novo, de útil, de belo, talvez até de diferente... Vá lá, não neguem. É natural; assim aprendemos desde pequenitos. Agora, concretizámos ou não?

Se sim, então 2003 foi um bom ano. Se não, que tal aproveitar o ano de 2004 que está mesmo-mesmo a começar, para dar esse passo adiado?

Sigamos o sonho, essa "constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer" e façamos uns aos outros o incomensurável favor de ser felizes.

Afixado por: OrCa 7:39 PM Ondulações: 1

Comentários:

Desejo-te um Bom Ano de 2004. Bjs
Thita | 01-01-2004 19:52:20

30.12.2003

MAR DE NÁUSEA - Ei-la, a pedofilia, que volta remoçada! A enferma alegria da notícia que sangra e, só por sangrar, vende. Mas fede.

Os arguidos foram acusados! Rejubilemos, irmãos, que já nem é mais preciso brincar ao segredo de justiça. E vamos todos brincar ao faz de conta na luta contra os pecados dos "poderosos". E a acusação refere que o pénis de um e o ouvido daquele, a boca daquele outro e o colo deste aqui, um mais que se senta e outro ainda que se levanta, e o coito anal assim e o sexo oral assado... e a soma de presumíveis crimes trazida à hasta pública sem pudor, nem recato, nem protecção dos direitos dos não menos presumíveis ofendidos que, se ontem foram abusados sexualmente, hoje não o estão a ser menos, com a agravante de que tal ocorre sob o olhar mais ou menos atento de toda a população indígena.

E a indecência de sublinhar os nomes dos arguidos - que ainda não deixaram de o ser - nas suas pretensas ou presumidas interacções que, de tão indecente, não pode ser inocente. E a sanha idiota de promover o julgamento público que, de tão idiota, continua a não poder ser inocente...

Nem é notícia, mas mero chavasco. Nem é formativa, mas mera chunga. Algo a meio caminho entre um prazer libidinoso frustrado e uma vingança por ressentimento impotente. Um asco. Uma náusea! Já ninguém mede éticas na chamada "comunicação social"?

Em terra alheia, promovemos o apoio a vítimas de apocalipses vários, enterrando os mortos e tratando dos vivos, sempre com loas à nossa indefectível humanidade. Cá por casa, comprazemo-nos em cultivar, ostentando e dando-lhe continuada luz de ribalta, toda e qualquer pústula ou lepra social com o aparente prazer doentio de que a exposição da miséria colha adeptos.

E a "notícia" fede e o seu teor emporcalha a cidade. E o país assim vai fedendo!...

Entretanto, para cima de um milhão de reformados continuará a ter de sobreviver com uma pensão que ronda os quarenta contos mensais e os "sem-abrigo" já aguardam pelo próximo Natal... e isto nada tem que ver com aquilo quando, afinal, tudo tem que ver com tudo.

Afixado por: OrCa 1:14 AM Ondulações: 1

Comentários:
Feliz Ano de 2004!
Santa Cita | 31-12-2003 12:25:04

28.12.2003

MARemoto - No Irão, na cidade de Bam, classificada como Património Cultural pela UNESCO, um violento sismo provocou um número ainda indeterminado de vítimas, mas que se estima já em muitos milhares...

Se pouco pudermos fazer para minorar os efeitos desta catástrofe, que nos fique, ao menos, a noção mais perceptível da precaridade da vida que tanto desperdiçamos. Carpe diem...

Afixado por: OrCa 12:46 AM

27.12.2003

MAR...Telada - Do Abrupto blog, respigo, com a devida vénia, ao honorável JPP, o seguinte naco, produzido hoje mesmo:

"UTENTE - Mas que nome mais absurdo para chamar a uma pessoa que está doente e que precisa de tratamentos médicos, e que por isso vai a um hospital! Esta dos 'utentes' e das 'comissões de utentes' é puro PCP, que as usa como um prolongamento da acção política e sindical, em particular dirigida contra os hospitais privados. Os hospitais que tratem bem dos doentes, e deixem lá os 'utentes': os doentes são pessoas, os 'utentes' são consumidores ..."

Não poderia estar mais de acordo com este grito de cidadania da última frase! No entanto, pelos meios profissionais onde me movimento, o conceito de 'utente' aplicado aos doentes foi, curiosamente, introduzido - e, digo eu, essa introdução foi-o de forma abrupta e inquestionável - há cerca de 8 anos, exactamente invocando as 'novas' orientações do mercado (?), pelo PSD, contra todos os ventos e marés.

Haja prior que se entenda nesta paróquia!... Ainda bem que as OrCas não têm filiação partidária. Mas votam sempre, que mais não seja porque também adoecem...

Afixado por: OrCa 1:55 AM

25.12.2003

MAR TRANQUILO - Pronto! Conforme as mais abalizadas previsões, o Natal está a passar como se previa. De mais relevante pelos nossos noticiários, regista-se o aparecimento da primeira vaca louca oficial, em território americano, para pânico de uns, gáudio de outros e indiferença absoluta daqueles a quem já não passa carne de vaca pelo "estreito" há uma data de tempo. Não, não estou a falar dos consumidores europeus, não senhor. Referia-me, mesmo, à fominha a sério...

Por cá, várias instituições e instituídos lembraram-se de que há por aí uma data de "sem-abrigo". Por acaso e se não estou em erro, já na Páscoa por aí andavam mas, enfim, vale mais tarde do que nunca... Felizmente, para o ano voltará a haver Natal e alguma esperança de que voltem a ser lembrados.

Continuemos, pois, a celebrar o Natal. Por mim, acendi o forno a lenha, depois de adquirir um capão numa grande superfície, e preparo-me para receber a família cá por casa, esperando que o capão, apesar da vida atribulada que deve ter tido, não estivesse louco de todo.

Afixado por: OrCa 11:12 AM Ondulações: 2

Comentários:

"Melhor é experimentá-lo, que julgá-lo", cara Gotinha, "mas julgue-o quem não possa experimentá-lo", já lá diria o Luís Vaz... Bom Natal, também, daquele melhor que é quando a gente quiser.

OrCa | 26-12-2003 08:13:40


Olá Orca querida..... estou a imaginar uma orca a comer um capão.... não será demasiado indecoroso para a véspera de Natal?!??! E há crianças presentes??!? Ai, ai, ai...... BOM NATAL

Gotinha | 25-12-2003 19:05:45


22.12.2003

UMA BOA ONDA - (agora mais a sério...)

Contra défices, crises e outras particularidades lusitanas, porque, afinal, já é quase Natal, desejo a cada visitante FESTAS FELIZES e que o ano de 2004 seja o melhor ano da vossa vida passada e o pior da vossa vida futura, sendo que o voto só é válido em acumulação de premissas.

Nunca esquecendo que o sonho comanda a vida...

Afixado por: OrCa 1:45 AM Ondulações: 3


Comentários:

O segredo da vida está na arte." (Oscar Wilde) Beijinhos e Feliz Natal.

Inês | 24-12-2003 22:35:41


Feliz Natal e muitas, muitas felicidades, para o Novo Ano que aí vem. Com um beijinho da,

Thita | 22-12-2003 16:58:29


Obrigadinho. Amanhã vai ser Natal aqui em casa. A Mariana e a Inês vão levar prendas aos meninos das escolas da nossa Aldeia. Vamos ter fotografias no proverbios. Vamos ver como fica.

Pai da Inês | 22-12-2003 16:43:06


21.12.2003

OS 3 REIS MAGROS (que, tal como os Mosqueteiros, são quatro...)



Afixado por: OrCa 5:55 PM Ondulações: 3


Comentários:

Estou ansioso que façam mais eleições. Morremos de rir nesses dia. Só tenho medo que um de vocês se lembre de fazer uma mesa de voto ambulante para ir a casa dos acamados, hospitais etc. Nesse dia teremos de inventar outra. Por outro lado, perdíamos aquele espectáculo rocambolesco de vermos montes de bombeiros e ambulâncias numa acção de ajuda gigantesca, a transportarem doentes escada ¿a cima¿, escada ¿a baixo¿. É o verdadeiro Natal dos Hospitais. Que pena, eu não poder ir votar este Natal. Que pena.

Pai da Inês | 21-12-2003 20:32:11


Obrigado. Retribuo o Feliz Natal e acrescento, um Próspero Ano Novo. Tentei explicar à Inês a vossa missão. Infelizmente não consegui. Eu sei que a dificuldade é mesmo minha, tenho algumas incapacidades mentais. Acredito que no próximo ano talvez ela já entenda, faz 12 em Julho, a 31. Pode nessa data, ainda não saber exactamente o que fazem, mas eu vou tentar explicar o que não fazem. Sei que a prova ¿diabólica¿ não é fácil, mas vou tentar, com tempo¿ com muito tempo. Tenho pena de não poder votar em vocês este Natal, gostava tanto de ir votar. É que nunca consegui, mas juro-vos, se um dia for no Natal eu voto. Sabem, embora eu não ande de cadeira de rodas, prometi com 18 anos que votaria sempre que fosse possível fazer o trajecto até à mesa de voto de cadeira de rodas. Já tenho 38 aninhos, e de todas as vezes que tentei ir votar, nunca era possível. E como promessas são promessas, nunca fui votar. Aqui na aldeia, já tenho mais de 50 seguidores e nesses dias telefonamos uns aos outros, é tão divertido. Esto

Pai da Inês | 21-12-2003 20:31:08

Olha! Olha! Hoje temos circo.

Santa Cita | 21-12-2003 16:13:30


"SALTY STONES" II - Ainda não refeito do pasmo, verifico que a Empresa gaseificante recomenda, também, aos seus clientes anglófonos qualquer coisa como: "Best Before End:See Back Label"... Fica-me a perplexidade de apurar se, melhor do que o fim, será o princípio ou, até, o durante. Isto apenas para quem fale inglês, claro, o que é de uma xenofobia irritante.

Não ficamos melhor no confronto com os espanhóis, pois o famoso rótulo esclarece-nos, bilingue, que o que por ali se engarrafa se deve "Preservar Do Calor E Da Luz/Proteger Del Calor Y De La Luz Solar". Porque poderão os espanhóis proteger este líquido somente da luz solar, enquanto os portugas - e, sabe-se lá, os próprios brasileiros - poderão correr inconfessáveis riscos apenas por acender a luzita da arrecadação...

Isto do rigor na rotulagem, a bem dizer, tem muito que se lhe diga...

Afixado por: OrCa 5:36 PM


"SALTY STONES" I ou o prazer das coisas simples - Leio, pasmo, em garrafa verdita de água mineral natural gasocarbónica ("naturally sparkling natural mineral water"), "Producto" de Portugal ("Produce of Portugal), este elegante e iniciático devaneio:

"Consumir De Preferência Antes Do Fim De Ver Verso/Consumir Preferentemente Antes Del Fin De Ver Verso"...

Estaremos perante um excelente apelo à degustação poética, acompanhada com água mineral, logo após o cafezinho? Ou será um pedagógico recurso destinado a demonstrar que, entre nós e "nuestros hermanos", apenas um ténue "del fin" faz a diferença? Coisa de que, aliás, eu já andava desconfiado...

Afinal, este VERSO referido tratava-se apenas do "Back Label", que o inglês esclarecido desmistifica, lá mais à frente, como sendo o rótulo da rectaguarda. Quem poderia imaginar que o Verso português não passa, às vezes, de um prosaico "Back Label"?...



Afixado por: OrCa 4:51 PM

19.12.2003

MARÉ MUITO... MUITO BAIXA - Não sei quem foi o autor. Mas tiro daqui o meu chapéu ao conjunto de observações que convosco partilho. Ah, meu país de marinheiros!...

"A propósito da república das bananas e outras histórias edificantes:
1. A jornalista Maria João Ruela foi, por indicação da sua entidade patronal, para o Iraque fazer uma reportagem sobre um país em guerra. A jornalista Maria João Ruela, e sua entidade patronal, sabem que nas guerras existem probabilidades, um pouco mais 'prováveis' de acontecer, de se ser ferido, morto ou assaltado, do que se estiver a fazer uma reportagem sobre a desaparecimento das urgências de pediatria no Hospital de Santa Maria. A jornalista Maria João Ruela foi ferida e assaltada enquanto exercia o seu trabalho de jornalista para a sua entidade patronal. A jornalista Maria João Ruela foi evacuada para o Kuwait, onde foi assistida num hospital local. A jornalista Maria João Ruela foi re-evacuada (isto é, evacuada depois de já ter sido evacuada) de um hospital no Kuwait para um hospital em Portugal. Para evacuar a jornalista Maria João Ruela foi enviado um avião do INEM (sim, parece que tem um.....) de propósito ao hospital do Kuwait para trazer a senhora para um hospital de Portugal.
2. Se o pedreiro José Maria se ferir num acidente de trabalho em Angola (onde a assistência médica está longe de ser igual à do Kuwait......) o INEM vai mandar um avião? Se o pescador Luís Pisco se ferir na pesca do bacalhau na Terra Nova, o INEM vai mandar um avião à Gronelândia? Se uma criança de Odivelas necessitar de atendimento urgente num dia de greve nos transportes e, por o Hospital D. Estefânia (que agora é o único com urgência pediátrica...) que está numa zona de difícil acesso rodoviário, estiver inacessível em tempo útil... o INEM vai enviar um avião a Odivelas? Se tu, que pagas os mesmo impostos que a jornalista Maria João Ruela (que foi para o Iraque trabalhar, como tu vais para o trabalho todos os dias) tiveres um acidente de trabalho, o INEM vai buscar-te de avião?
3. O jornalismo português que é tão zeloso quando se gasta o dinheiro dos contribuintes.... agora está calado????? O jornalismo português tão ávido de sangue quando se trata de matar o nome de qualquer cidadão distraído..... agora está calado? O jornalismo português que conseguiu a proeza de mandar um batalhão de jornalistas que só conseguiam fazer reportagem... sobre os outros jornalistas.... agora não escreve sobre esta jornalista? O jornalismo português que tanto gosta da concorrência entre si..... agora está todo de acordo? O jornalismo português tem espinha? O jornalismo português tem moral? O jornalismo português sabe o que é a independência?
4. O jornalismo português, que já tinha inventado a forma peculiar de dar notícias ao estilo: morreram 3 pessoas e 1 jornalista, agora tem uma razão para se sentir realizado: Os jornalistas, de facto, não são pessoas (pelo menos pessoas como os outros humildes mortais...)
5. Seria bom que o governo português que justificou o fecho da urgência pediátrica de Santa Maria (por sinal o hospital com o melhor serviço de pediatria e neo-natalidade de Lisboa) por razões económicas, tivesse utilizado aquele dinheiro para manter o serviço aberto e deixasse a jornalista Maria João Ruela se restabelecer no hospital do Kuwait (que é excelente!!!!!!!!!!!) e viesse para Portugal, num avião comercial, depois de restabelecida..... A saúde das nossas crianças ficaria agradecida....
6. Que m*%&! de república das bananas em que vivemos.... "

postado por: OrCa 1:15 AM Ondulações: 5

Comentários:

Boa noite, Pai da Inês. Nada a opor quanto ao acto em si, no que isso tem de humanidade. A dúvida (certeza?...) é sobre a extensão e/ou prontidão dessa generosidade. Enfim, em situação idêntica (lagarto, lagarto!...)sempre ficamos com a possibilidade de invocar o precedente.

OrCa | 21-12-2003 22:27:05


Não sei se concordo bem com esta visão. Prefiro que o Estado possa ter ido buscar a jornalista. Não me parece muito mal, deita-se tanto dinheiro fora. Se fosse uma filha minha eu ficava muito contente. E o Estado vai buscar doentes a outros lugares do mundo. Não é para ficar do contra. Mas deixem lá. Ela ficou feliz. E sob esse ponto de vista já valeu a pena. (Gostava que mandassem menos jornalistas para aquele tipo de circo, baixava o risco e, podiam fazer trabalhos mais interessantes.)

Pai da Inês | 21-12-2003 21:12:48


Está lindo, lindo, lindo, Orca. Se me permites uma ideia, e o teu filhote percebe disso muito melhor do que eu, não tardará muito tens aqui os sons do marulhar de águas soltas e rebeldes. Cristalinas e espumosas como as ondas que vão e voltam. Sempre. Um bom Natal Bjs

Thita | 21-12-2003 12:45:48


Claro, Amigo. O velho problema da mulher de César... Ela deve SER séria, para além de se preocupar em parecê-lo...

OrCa | 19-12-2003 13:49:54


E mesmo o argumento de que a SIC assumiu, posteriormente, o pagamento dessa importância, não colhe. E não colhe porque é uma decisão posterior. Se a SIC não pagasse, alguém pagava.

Santa Cita | 19-12-2003 09:13:11


17.12.2003

MARÉ ALTA - Revista PERIFÉRICA (www.periferica.org) - um olhar esclarecido e intrigante para o mundo através de uma janela aberta em Vilarelho, Vila Pouca de Aguiar, Trás-os-Montes.

À venda nas melhores livrarias do país.

Quem disse que a "interioridade" não pode ser?

postado por: OrCa 7:22 PM Comments: 1

Comentários:

Eu, assumidamente provinciano, tenho uma "piada" que costumo utilizar. Nós aqui fazemos as coisas, escolhemos o melhor e o resto rentabilizamos mandando-o para Lisboa.

Santa Cita | 18-12-2003 10:45:59


17.12.2003
MAR MORTO - Outro petroleiro, em sério risco, passeia a sua ameaça nas águas territoriais portuguesas. Afundará? Não afundará?...

Se sabemos que santos atrás de portas não fazem milagres, o que esperar de Portas atrás de petroleiros?
postado por: OrCa 7:19 PM


17.12.03

MARÉ DUVIDOSA - Os arguidos, em regime de prisão preventiva, do concelebrado processo de pedofilia são suspeitos de prática de abuso sexual de menores. É grave e sério. Mas é só?...

Não haverá responsáveis pela incúria que permite que crianças entrem e saiam de uma instituição (aos cuidados de quem se encontram), sem qualquer controlo, seja para comprar rebuçados, como para se prostituirem em praça pública?

Não haverá responsáveis pelo tráfico, interno e externo, desses menores? Quantas dessas crianças têm paradeiro incerto?

O que é que se passa aqui? Combate-se o tráfico de estupefacientes prendendo os utilizadores?...
postado por: OrCa 7:17 PM


17.12.2003

MARÉ NEGRA - Em 2002, onze mil e oitenta e nove mulheres portuguesas receberam assistência hospitalar, depois de terem recorrido à chamada interrupção "voluntária" da gravidez. Destas mulheres, cinco morreram.

A propósito, não será mais sério abordar o problema começando por falar do início involuntário da gravidez?
postado por: OrCa 3:01 PM Comments: 1

Comentários:

E porque não falar de Educação Sexual. Da sua inexistência e outras questões.

Santa Cita | 17-12-2003 14:25:41


16.12.2003

Primeiros Passos

Pressinto
ao longe o mar
como um escolho

Prescruto
a espuma branca
do sorriso

E tudo vem até mim
- eu não escolho -
Nem sei de tanto mar
de tantos gritos
Apenas deixo estes meus passos aflitos
gravados no areal
dos meus sentidos.

Saudações da OrCa
postado por: OrCa 1:13 AM Comments: 2

Comentários:

E mais importante ainda... está a saltar as ondas dos seus Sete Mares com os seus primeiros passos gravados neste areal de todos os sentidos. Bj grande

Thita | 16-12-2003 19:46:40

...uns salpicos de poesia, serão sempre bem-vindos... morfeu

morfeu | 16-12-2003 10:29:09


15.12.2003


Uma prendinha de Natal para a OrCa. Oferecida por quem gosta de mim.


Depois, o Atlântico, de Sophia de Mello Breyner Andresen:

Mar
Metade da minha alma é feita de maresia
postado por: OrCa 12:15 PM Comments: 7

Comentários:

Ufff!... (som de OrCa com múltiplas emoções à flor da pele). Obrigado, Thita! Obrigado, aos demais e boas vindas! Agora, vou tentar digerir tudo isto, devagarinho, como quem lê um poema... e, depois, falaremos...

OrCa | 15-12-2003 22:42:01

Já reparei que não é só a mim que esta garota me surpreende. Sou um avô ciumento, Orca. Mas orgulhoso e contente. Por ela e por si. Partilhemos então...

avô da Thita | 15-12-2003 19:52:16

A LEI DA DÁDIVA "A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas melodias... as tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa e tu continuas a fluir E há sempre espaço par receber as tuas dádivas." Rabindranath Tagore, Gitanjali morfeu

morfeu | 15-12-2003 17:38:07

Viva, a OrCa tem um Blogue. Que prenda lindinha. PS - Muito Obrigado pelo Livro para a Inês. Abraços

Pai da Inês | 15-12-2003 16:26:41

Um abraço daqueles!

Santa Cita | 15-12-2003 14:41:12

Tem que ser um abraço grandão... eu ajudo a esticar os braços para o abraço ser maior.... :-)

Gotinha | 15-12-2003 13:18:22

Um beijinho grande da,

Thita | 15-12-2003 12:47:31



Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 22:35


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