Fevereiro 28, 2006
fotografando o dia (15)

lançando as linhas ao mar
pesco as ondas e horizontes
enche-se o areal de nuvens
e os poentes de mil fontes
ah
quem me dera ser mar
onde o sol criasse pontes
entre as nuvens e os poentes
e as nascentes de horizontes
- foto e poema de Jorge Castro
Fevereiro 25, 2006
fotografando o dia (14)

não há tempo que sustenha o florir da primavera
não há mal que sempre dure
nem bem que alguém procure
sempre quedo
sempre à espera...
- foto e poema de Jorge Castro
Fevereiro 23, 2006
vanitas vanitatum...
Comentário no dia 25:
A todos os visitantes muito agradeço os cumprimentos. Pelas Caldas da Rainha a festa correu mais do que bem e a sala estava cheia de gente boa, interessada e participativa.
A vida não nos corre sempre mal quando há empenho - e vale isto para agradecer publicamente aos que especialmente se empenharam na realização deste encontro, a Fátima, a Rosa e o Carlos, deixando um grande abraço para todos os demais.
Encontro que o foi de afectos, não deixando de ser, também, de combate pela cidadania. Só por isso valeria a pena comemorar um aniversário todos os dias...
Um grupo de amigos das Comunidades de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha, considerou-me merecedor de uma amável homenagem, com apresentação do meu livro "Contra A Corrente", no próximo dia 24 de Fevereiro.
Sinto-me orgulhoso, como é óbvio, e negá-lo seria néscio e incoerente. Permitam-me, pois, que extravase aqui esta vaidade.
O encontro - que terá lugar às 22 horas - será antecedido por um jantar (pelas 20h), no restaurante A Mimosa, na Praça 5 de Outubro, nas Caldas da Rainha.
Se algum daqueles que me lê quiser dar-me o prazer da sua companhia, poderá inscrever-se pelos telefones 96 534 45 00 ou 96 704 35 53.
pós-de-escrita: segundo consta no meu BI, foi também
neste dia 24 que, há uma mão cheia de anos a esta parte,
eu fui lançado a este mundo...
Fevereiro 20, 2006
hoje, apetece-me divulgar...
...
Manuel Filipe e os seus poemas.
Corre o livro, aí, por este nosso espaço virtual e cheio de virtualidades.
Conhecem? Ah, não?...
Então ainda estão a tempo:
E, ao correr da pena, com a devida vénia ao autor, cá vai um deles:
SOMOS ASSIM
(para o Alexandre O'Neil)
Somos assim: Felizes e impolutos,
assépticos,
disciplinados e limpinhos,
enquanto os outros, (os rebeldes e os brutos)
ficam, dia a dia, mais sozinhos;
(Pois não estudaram,
não cresceram,
não casaram,
não fizeram carreira,
Não quiseram!
Não quiseram mandar, nem ser mandados,
nem juntaram uns dinheiros, não souberam...)
Na formatura final, normalizada,
felizes,
sorridentes,
peito aberto,
vamos ter na testa uma marca registada,
e levar um pontapé, no sítio certo.
Fevereiro 18, 2006
fotografando o dia (13)
gateto
salta o felino faceiro do borralho de Janeiro
para a fria luz do dia por apelo natural
lustroso o pêlo desvelo de apetência sexual
onde se enrosca a marosca e um tal arzinho matreiro
pisando em leve arrepio do seu pezinho ligeiro
a fria erva gelada que vai da horta ao quintal
buscando odores da passagem dalgum eterno rival
que derrube ou que perturbe sua alteza no terreiro
e sua amada conquista com quem de cio se estenda
nessa natural ardência quando o tempo está mais frio
olhar luzente de brasas pela noite da contenda
levando e dando mil golpes entre gritos de arrepio
o seu rosto retalhado cauda tensa que ela entenda
sopra e singra e sangra em sortes de unhada e poderio.
- foto e poema de Jorge Castro
Fevereiro 15, 2006
A Poesia Nos Blogs
A partir deste momento estou em condições de confirmar a realização do encontro A POESIA NOS BLOGS.
Aguardo, entretanto, que muitos dos "companheiros de aventuras" que manifestaram o seu interesse em participar me confirmem a respectiva inscrição...
Como sabem, a organização de um evento destes não é pêra doce... E desejando que tudo corra de feição, muito agradeço que os interessados - aqueles que ainda não o fizeram - me façam chegar agora a confirmação desse interesse, para que toda a "logística" do encontro se desenrole com um mínimo de falhas.
Fevereiro 14, 2006
crónica do dia - num hospital perto de si...
Alguém, por uma destas manhãs, sentiu súbita quebra de tensão, desmaio, vertigem, indisposição aguda geral...
Pediu auxílio e, acompanhado por familiar, dirigiu-se ao Centro de Saúde da área de residência. Aí, por ausência (corrente) de três elementos do corpo clínico, não havia qualquer capacidade de resposta para situações de emergência médica e o paciente foi encaminhado, pelo pessoal do Centro...
... para o Catus (cerca das 11 da manhã), sendo que veio a confirmar apenas poder aí ser atendido a partir das 16h30, por ser esse o horário do estabelecimento. Como o quadro de indisposição tendia a agravar-se, sem compaixão pela lenta marcha dos ponteiros do relógio, o paciente foi levado pelo seu acompanhante para a urgência do...
... Hospital X - chamemos-lhe assim. Aí foi de imediato prescrito e ministrado determinado medicamento... ao qual o paciente é profundamente alérgico. Ninguém lhe tinha perguntado nada, nem dadas especiais informações acerca do que estava a acontecer.
Socorrido em aflições de "ai-jesus", foi, entretanto, com assinalável zelo burocrático, descoberto que a área de residência do paciente não se "coadunava" com aquele Hospital X, sendo, de imediato, transferido - em ambulância -, após estabilização do quadro clínico, está bom de ver...
... para o Hospital Y - chamemos-lhe assim. Entretanto, o acompanhante - já com um dia de trabalho perdido - foi tranquilizado quanto à evolução do sobressalto, aconselhado a ir para casa e a deslocar-se, no dia seguinte, ao Hospital Y, para acompanhamento da situação (como é apanágio de acompanhante que se preza...)
Este acompanhante tem a grata surpresa de receber um telefonema do Hospital Y, À UMA HORA DA MANHÃ, já de pijama e a meio do primeiro sono, onde uma voz impessoal o informa que deve deslocar-se de imediato ao Hospital Y, pois o seu familiar acabara de ter alta.
Aí encontra o seu familiar, já recomposto da indisposição (benza-o Deus!), semi-nu, trajando uma vaga bata peregrina e a tiritar como as varas verdes da metáfora, sentado numa cadeirinha num corredor inóspito do Hospital Y, à espera de alguém que o levasse para casa.
Moral da história: Em caso de aflição, chamem uma ambulância e deixem-se de esquisitices. Muito preferencialmente, evitem adoecer.
Comentário: esta historinha - que, como podem imaginar, não me foi contada... - documenta tristemente o estado deplorável da Saúde, em Portugal, e de como, ainda assim, nela se gastam rios improfíquos de dinheiro, em imenso desrespeito pela dignidade do indivíduo. Caso pontual, dir-me-ão? A realíssima P que os P - chamemos-lhe assim...
ENTRETANTO, PORQUE HÀ MAIS VIDA PARA ALÉM DO BALHAMEDEUS,
AQUI FICA UM CONVITE:
na Biblioteca de São Domingos de Rana, a 15 de Fevereiro, mais uma
Noite Com Poemas:
Namoro - A Carne Vale
Fevereiro 13, 2006
fotografando o dia (12)
vou-me ao mar
mãe
a ver de amar
e ao meu amigo
levo-o comigo
para me ajudar
- poema e foto de Jorge Castro
Fevereiro 09, 2006
"escola" preservativa - reflexão pós-moderna
Eu, às vezes, fico para aqui que mal me tenho... Primeiro o Português nem era muito preciso; agora, o preservativo é elemento cultural determinante.
Pois preservativos serão distribuídos nas escolas, desde que os pais dos jovens estejam de acordo.
Ora e porque não?... Só não entendo como se pode ser tão pouco ambicioso, senhora Ministra.
Eu cá, se mandasse, estendia essa cena do "sexo seguro" a áreas muito mais criativas e abrangentes. O preservativo é demasiado limitativo.
Sei lá... estou a lembrar-me de vibradores e bonecas de encher, por exemplo. Há lá sexo mais seguro do que esse?!... E aproveitava-se logo para fazer avanços no choque tecnológico...
Entretanto, questiono-me: - E para que cabazes de ananazes servirão os progenitores excelentíssimos destes rebentos tão carentes de sexo e, ainda para mais, seguro?
A "escola" é que deve ensinar as crianças a comer. A "escola" é que deve ensinar as crianças a comportarem-se em público. A "escola" é que deve ensinar as crianças que os macacos retirados do nariz nem são para degustar, nem são autocolantes de promoção ao jardim zoológico...
Agora, a "escola" vai industriar as crianças sobre sexo seguro, pela mão da senhora Ministra.
Eu acho bem! Porque os pais, na verdade e pelo que se vê nas ruas - pelo menos, uma larga maioria deles - não servem mesmo para nada.
Para rentabilizar o ensino, eu advogo até que as "escolas" deviam era abrir as portas a putativos pais que na "escola" dariam a reverendíssima e institucionalíssima queca, deixando logo uma declaração de alienação total do presuntivo pimpolho à instituição, mal ele nascesse... e iam à vida deles, que o mercado do trabalho não está para graças, caraças!
No fim disto tudo e já agora que aqui estamos: afinal a "escola" serve para ensinar o quê?
Fevereiro 07, 2006
fotografando o dia (11)
traça um traço na vidraça
a traça
e o tempo passa
pássaro fosse a desgraça
cuja sombra já se abraça
dos edifícios à traça
enquanto a traça esvoaça
inútil contra a vidraça
- poema e foto de Jorge Castro
Nova actualização, ali do lado esquerdo, sobre o encontro
A Poesia Nos Blogs
Entretanto, o número de inscrições vai aumentando. E tu, estás à espera de quê?
Fevereiro 06, 2006
cinco das minhas manias (uma mania dos blogs)
Ninguém é bom juiz em causa própria, diz-se… mas a TMara nomeou-me e cá me deixo resvalar na feira de vaidades, desvendando um pouco de mim, sendo que a ordem dos factores é arbitrária:
Mania de olhar com olhos de ver - submania fotográfica
Mania de ver com olhos de sonhar - submania poética
Mania de ver com olhos de pasmar – submania leitura compulsiva
Mania de estar atento – submania ironico-contraditória participativa (muito chata, esta!... e nem dá para coçar...)
Mania de apreciar – submania coleccionista, reverência à dignidade do objecto, principalmente o artesanal; submania melómana
Fevereiro 03, 2006
A Poesia Nos Blogs - actualização
As mais recentes informações para o encontro a realizar no dia 04 de Março, na Quinta da Ribeirinha - e que podem ser consultadas com mais pormenor ali no canto superior esquerdo - são:
1. Refeição vegetariana já combinada com a gerência do restaurante;
2. Alojamento no Hotel Rural Alentejano, a preço protegido, mediante marcação individual;
3. Salvo razões de força maior, presença confirmadíssima do meu amigo José Fanha que ajudará a dizer os poemas de autores mais "reticentes".
- Peço o favor a todos quantos manifestaram o seu interesse em participar que me façam chegar as respectivas inscrições, com a brevidade possível;
- Agradeço, entretanto, a todos quantos divulgaram ou venham a divulgar o evento.
- Se algum dos participantes tiver boleia disponível em viatura própria... avise de onde vem e deixe forma de contacto, pois poderá haver interessados.
NOTA - há novas inscrições não confirmadas, ainda, na listagem respectiva e com data de 03 de Fevereiro, por "colapso temporário" do servidor... Logo que possível, será feita a adequada actualização.
Fevereiro 01, 2006
fotografando o dia (10)
paro
a contemplar o tempo
que me avassala
ondulante
se eu não enfrentar as vagas
do meu tempo
inconstante
como saber do voar?
- poema e foto de Jorge Castro
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