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mundo
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas

Federico García Lorca

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
novembro 28, 2016

um pássaro antigo nos olhos...


... que voa, ainda, imponderável mas consistente, pelas mãos de Alice Duarte.  
 
Lá estarei, com honrarias de co-prefaciador, a meias com o bloguístico Herético, a trilhar os caminhos dos afectos que, mais do que quaisquer outros, se fazem caminhando.
 
Apareçam. Assegura-se um elementar momento poético!

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 16:19


novembro 22, 2016

um país que perdeu quase tudo...

Não sendo meu hábito, mas porque o texto merece uma séria reflexão de todos, aqui reproduzo, com a devida vénia, um texto de Nicolau Santos, publicado no Expresso Curto:




Por Nicolau Santos 

21 de Novembro de 2016 

O país que perdeu quase tudo sem dar por isso 
Bom dia. Este é o seu Expresso Curto, cada vez mais de olhos em bico, seja por causa de um banco, de umas eleições, de umas revelações, das pensões ou do diabo, que não arreda pé da política nacional.

O país amanhece hoje com mais um banco controlado por capitais chineses. O grupo privado Fosun passa a deter 16.7% do capital do BCP, tornando-se o maior acionista individual, através de uma operação de aumento de capital, pelo qual paga 175 milhões de euros. Fica aberto o caminho para chegar aos 30% e conta já com a luz verde do BCE para esse efeito. Também os direitos de voto vão subir do atual limite de 20% para 30%. A entrada dos chineses mereceu o acordo dos outros principais investidores, nomeadamente os angolanos da Sonangol e os espanhóis do Sabadell. A Fosun já controla a companhia de seguros Fidelidade e a Luz Saúde. Mas a entrada no BCP far-se-à através de uma entidade chamada Chiado.

O negócio é excelente para o banco, que precisava de estabilidade acionista e de aumentar capital, até porque ainda deve 700 milhões ao Estado da ajuda que recebeu durante o período da troika. Mas… o BCP é o maior banco privado português. A EDP é a maior empresa elétrica do país. A REN – Redes Elétricas Nacionais gere as principais infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás natural. A ANA controla todos os aeroportos nacionais. A TAP é fundamental na captação de turistas para o país. Todos foram vendidos ou estão concessionados a investidores estrangeiros, assim como o porto de Sines (detido pela PSA de Singapura) e todos os outros (Lisboa, Setúbal, Leixões, Aveiro e Figueira da Foz, controlados pela empresa turca Yilport).

Ora um país que não controla os seus portos, os seus aeroportos, a sua energia (quer a produção quer a distribuição) nem o seu sistema financeiro na quase totalidade (escapa a CGD) é seguramente um país que terá no futuro cada vez mais dificuldades em definir uma estratégia nacional de desenvolvimento.

Provas? A TAP quer comprar oito aeronaves para fazer face à procura crescente resultante das rotas que abriu para os Estados Unidos mas a ANA responde-lhe que não tem espaço para o seu estacionamento no aeroporto Humberto Delgado. Na verdade, os franceses da Vinci, que controlam a ANA, deveriam ter já arrancado com a construção de um novo aeroporto porque o número de passageiros na Portela está muito próximo do limite definido no acordo para que esse passo seja desencadeado. Mas preferem a solução Portela mais Montijo, que lhes sai mais barata e que só deverá estar pronta dentro de três anos, a construir um novo aeroporto, uma decisão obviamente de importância estratégica para o país.

Mais provas? Como se disse, o porto de Sines foi concessionado à PSA de Singapura. Ora, os chineses estão interessados em Sines, onde se propõem aumentar os cais e as plataformas de apoio, mais uma plataforma industrial para montarem os produtos cá e obterem o “made in Portugal”, podendo assim entrar sem problemas no mercado europeu. Só que a PSA de Singapura opõe-se e faz valer a sua opinião por ser dona da concessão. E as autoridades portuguesas pouco podem fazer porque infraestruturas deste tipo são únicas: não se podem construir outras ao lado.

É este o Estado que temos: sem poder para mandar naquilo que é verdadeiramente essencial para definir uma estratégia de desenvolvimento. E o que é espantoso é que quase tudo tenha acontecido em tão pouco tempo (entre 2011 e 2015, pouco mais de quatro anos) e que estivéssemos tão anestesiados que o não conseguíssemos evitar.

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 09:38


novembro 07, 2016

sugestão: Misty Fest
A riqueza de um património imaterial

O Misty Fest apresenta DE VIVA VOZ, um espectáculo singular e único, no Teatro Tivoli, no dia 12 de Novembro.


Às 21h30, sobem ao palco 40 mulheres que se juntam pela primeira vez para, apenas com as suas vozes fazerem uma viagem musical aos confins do tempo,antecipando o futuro hoje. 

O desafio partiu de Amélia Muge que concebeu e assume a direcção do espectáculo.

Será uma noite promissora e de descoberta, ou redescoberta, de um património imaterial que nos pertence e que é dos mais ricos da Europa, se não mesmo o mais rico: o canto de mulheres e, em particular, as suas polifonias tradicionais. A elas foram e continuam a ir beber muitos compositores e músicos ao longo dos tempos.

Cramol, Maria Monda, Segue-me a capella e Sopa de Pedra, vêm de Oeiras, Lisboa, Coimbra e Porto, respectivamente, mas serão sobretudo as Beiras, Entre Douro e Minho, Douro Litoral e Minho que soarão no Teatro Tivoli.

Apoio: Câmara Municipal de Oeiras, Inatel, Biblioteca Operária Oeirense.

Bilhetes à venda_: FNAC e ticketline .
Mais informação: http://www.misty-fest.com/artist/de-viva-voz/





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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:03


outubro 28, 2016

Cada vez me sinto mais a modos que assim…

- Em 2013, um deputado aparentemente inominável perorou, em artigo de opinião, sobre a «peste grisalha» insultando alegremente e fazendo indignar uma parte muito significativa de portugueses. No seguimento, um grisalho e respeitável cidadão elaborou um notável texto em que atirou um apurado par de verdades ao indigno.

Três anos são volvidos e um tribunal (?) condena o grisalho cidadão ao pagamento de uma multa de 4.200 euros por difamação. Querem vocês saber das alegações? Pois aí vai este naco precioso: as afirmações do idoso foram consideradas «insultuosas e suscetíveis de abalar a honra e a consideração pessoal, política e familiar do assistente».

Isto é: a luminária que produziu os dislates fundamentou-os (?) com outras preciosidades, tais como afirmar que «o envelhecimento dos portugueses e o incremento do seu índice de dependência», para além de provocarem um «aumento penoso dos encargos sociais com reformas, pensões e assistência médica», colocam em causa a «sobrevivência» de Portugal «enquanto país soberano».

Dizendo de forma ainda mais clara, um fedelho destemperado insulta toda uma comunidade de anciãos e fica incólume. Um elemento dessa comunidade responde-lhe – aliás, com uma qualidade e elegância inalcançável pelo fedelho mesmo quando for velhinho – e é obrigado, em tribunal, a pagar-lhe uma indemnização.

Conclusão: eu, em relação à independência das instituições, nada tenho contra. Já relativamente às atitudes estúpidas e/ou indecorosas dos seus agentes…

- O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, deixou esta quarta-feira recados ao Governo português. Disse o inteligente desta tourada que são os «mercados» que tudo corria bem até António Costa ter tomado posse.

Tem dito, aliás e no que a Portugal respeita, tudo e mais um cento em favor do governo de Passos Coelho e contra o actual governo, legitimamente constituído.

De que é que Portugal e o actual governo estão à espera para pedir esclarecimentos institucionais ao governo alemão sobre as atitudes deste seu tão limitado membro? Sei lá, uma convocatória do embaixador alemão com nota de desagrado e pedido de esclarecimentos… Qualquer coisa, enfim, que provasse ao mundo e, em primeira instância, aos portugueses que, finalmente, no governo, há uma coluna vertebral que lhe mantém a cabeça erguida e direita.

- Durante esta semana tivemos notícia da morte de duas personalidades marcantes da nossa História recente: João Lobo Antunes e Jaime Fernandes. É o ciclo da Vida a cumprir-se. Mas não deixa de ser, ao mesmo tempo, um empobrecimento lamentável para todos nós.

Apesar de todas as referências elogiosas a que assistimos nos media, o espaço dedicado ao futebol sobrepôs-se largamente ao tempo dedicado a essas referências. Valerá a pena comentar…?

- Quase como notícia de última hora apurámos que a vice-presidente da Comissão Europeia, logo depois de ter feito o frete de simular que disputava o cargo de secretário-geral da ONU a António Guterres, de seu cristalino nome Kristalina Giorgieva, que já nos tinha divertido com uma licença sem vencimento no seu lugar de vice-presidente enquanto fazia o tal frete, demitiu-se agora para assumir a direcção executiva do Banco Mundial.

Não é a primeira vez que faço este comentário pouco elegante mas, em boa verdade, este tipo de situações leva-me invariavelmente a ele: a mulher de César, não apenas não é séria, como se está nas tintas para o parecer e, bem pelo contrário, assume o seu estatuto de galdéria com uma galhardia que estonteia… Assuma-se ela com os nomes de Durão, Portas, Maria Luís ou Kristalina – aqui sim há, pelas evidências, igualdade de género.

- No próximo fim de semana a hora volta a mudar, em Portugal. Mas para quê, senhores, ninguém me diz?

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:37


outubro 16, 2016

a Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras
está de parabéns!

A EMACO - Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras foi, hoje, agraciada com 
o Título Honorífico Arte e Cultura
da União de Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço d’Arcos e Caxias,
durante a comemoração do aniversário desta União de Freguesias


Integrando a sua Direcção, congratulo-me com este reconhecimento, saudando muito especialmente os seus três grandes mentores, pelo seu porfiado labor, na atribuição deste galardão:
 Joaquim Boiça, Jorge Miranda e José Meco.

Mas estamos todos de parabéns! 


Alguns dos companheiros presentes na sessão que decorreu na Biblioteca Municipal de Oeiras.


Paulo Vistas, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, e José Neno, presidente da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço d’Arcos e Caxias, fizeram as honras do aniversário.

Uma palavra, ainda, de reconhecimento à Comissão de Atribuição de Títulos Honoríficos pois foi ali que se consensualizou a proposta que viria a ser aprovada por unanimidade pela Assembleia de Freguesia.

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 19:48


outubro 14, 2016

Bob Dylan, Prémio Nobel da Literatura ... II

Vão desculpar-me (ou não) que eu considere de alguma tendência para desfiladeiros mentais sem saída o presumirem-se, de perto ou de longe, no meu texto anterior, comparações abstrusas entre Bob Dylan e Quim Barreiros…

Gosto de cultivar uma coisa a que, salvo erro e omissão, se dava, ainda há pouco tempo, o nome de ironia a qual, se avinagrada, pode ir até ao sarcasmo. E tenciono morrer com este gosto.

Para o caso concreto, eu explico: se não houvesse uma tendência perturbada para as pressas, contra tudo e contra todos, que aparentemente limitam o discernimento mais avisado, talvez se pudesse descortinar que, pelo menos no meu texto sobre o assunto, se alude não às personagens nomeadas, mas à motivação anunciada pela Academia sueca para a atribuição do Prémio. 

Explico ainda mais um pouco: o justificativo consistia em eu achar estranho que o Prémio Nobel tivesse sido atribuído a Bob Dylan apenas por ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana, conforme alegação da Academia sueca.

Jean-Paul Sartre recusou o Prémio, nos idos de 1964, alegando que a sua aceitação implicaria perder a sua identidade de filósofo. Ele lá sabia… E as razões invocadas pela Academia até eram bem mais objectivas do que no caso agora em apreço.

Se todos os bons pensadores que se perturbam com as tais alusões irónicas consideram que a dimensão da música do Dylan se consubstancia na mera criação de novos modos de expressão poética, lamento mas, em minha modestíssima opinião, Dylan foi subvalorizado e a atribuição do Prémio Nobel cheira-me àquilo que sói chamar-se uma recuperação do sistema.

Se assim não entenderam o que ficou escrito, tenho pena…

E continuando, se quiserem, a ironizar, eu já lia o Saramago – e ora gostava, ora não gostava… – antes de o autor ter sido nobelizado. E, tem graça, que mantenho a mesma opinião: ora gosto, ora não gosto. Vale o mesmo para o Bob Dylan: mantenho a opinião construída há algumas décadas – e não apenas por ter criado novos modos de expressão, mas sim por dizer coisas de um tal modo que suscitava, estranhamente, nos seus ouvintes, perigosos e subversivos anseios de liberdade.

Já do Quim Barreiros, ele que me perdoe, também, mas não aprecio muito, ainda que, perante as aparentes evidências, eu não ponha a mão no fogo pela Academia sueca ou pelas suas alegações para oportunidades futuras

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 22:10


outubro 13, 2016

Bob Dylan, Prémio Nobel da Literatura 2016...?!

Bem, eu aprecio bastante o moçoilo, mormente por quanto nos legou nas suas canções dos idos de 60 e de 70. 

O argumento justificativo da Academia, aliás, vai muito nesse sentido: for having created new poetic expressions within the great American song tradition, que é como quem diz por ter criado novas expressões poéticas na grande tradição da canção americana...

É de mim ou isto parece-me assim a modos que poucochinho?

De repente, ocorrem-me para cima de 475.322 nomes que, ao nível mundial, se notabilizam ou notabilizaram, na poesia, pela criação de «new poetic expressions», que é como quem diz novas expressões poéticas o que, por sinal, é coisa que distingue, geralmente, os poetas e não raros prosadores nos mais desvairados âmbitos e não apenas na «great American song tradition» que, como se sabe, é como quem diz a grande tradição da canção americana... 

Por esta senda, já algo confusa na atribuição dos nobelizados da Paz, não percamos a esperança de virmos a ter o Quim Barreiros, com as devidas proporções mas inevitáveis equivalências, também nobelizável, pelo seu contributo na criação de new poetic expressions within the great Portuguese song tradition, que é como quem diz novas expressões poéticas na grande tradição da canção portuguesa!

Nota complementar de esclarecimento: o Prémio Nobel não é atribuído postumamente, excepto em casos de morte recente relativamente à deliberação da entrega de determinado prémio. Essa circunstância reduz drasticamente os 475.322 nomes que refiro acima, mas ainda me sobram uns tantos milhares.

Claro que poderemos considerar que o José Carlos Ary dos Santos, por exemplo, quando ainda em vida - e já existia o Prémio Nobel para a Literatura... - com os seus 600 poemas musicados e os não musicados, teria sido, na óptica em presença, um caso a ponderar, obviamente que com outra pujança que o Quim Barreiros da pilhéria.

Mas entre tantos defensores e detractores do prémio agora atribuído e entre tantos autores invocados, curiosamente, mesmo entre autores do mesmo ofício, não ouvi ainda ninguém lembrar-se do Ary. E isso confunde-me, confesso.

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 12:33


outubro 11, 2016

apenas um apontamento, do tipo dúvida metódica...

Tem a TVI passado, nos últimos dias, uma reportagem sobre crianças retiradas aos pais - maioritariamente de pais imigrantes - pelos Serviços Sociais (?) ingleses por alegados (inventados?) maus tratos, e que tudo configura tratar-se de uma desgraçada e verdadeiramente escandalosa negociata milionária por parte daqueles Serviços que, entretanto, no Reino Unido estarão privatizados...

Os pais vítimas dos casos ocorridos - e que se contam por centenas - como imigrantes que são e geralmente com os naturais problemas de integração e dificuldade de acesso aos meios convencionais de defesa de cidadania vêem-se, de súbito, despojados dos próprios filhos, sem qualquer fundamento plausível ou comprovado... os quais são direccionados para a adopção...!!!

O governo português tem mantido um silêncio sobre o assunto que mal se compreende...

Alguém que me auxilie: há algum fundo de verdade nisto?  E, se sim, como é que pode o chamado «mundo civilizado» contemporizar, um dia mais que seja, com tal monstruosa e surreal barbaridade?

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 22:21


setembro 23, 2016

alguém sabe como é que os cães ladram em americano?
- questão dirigida aos adeptos de BD

Tenho andado a ser violentado por um determinado tipo de cançonetas (?!?...) que me aparecem na rádio sem pedir licença - até nas emissoras mais insuspeitas - e porque tudo aquilo me parece surpreendente demais para ser verdade, mas porque assisto a festivais e outros que tais onde a rapaziada se desgrenha a acompanhar o cançonetista (?!?...), decidi efectuar uma pesquisa que me proporcionou uma descida alucinada a um universo piroso de que não fazia ideia, a não ser nalguns pesadelos urbanos, daqueles em que acordamos todos suados e com a sensação de que acabámos de correr uma maratona... 

Mas porque o saber não ocupa lugar e um homem deve estar completado com a emergência dos seus dias, lá fui ver o que se passava. As pérolas são mais do que muitas, de tal modo que acabei por apanhar um excerto aleatório, que convosco partilho.

Os intérpretes sofrem todos muito do mal da coita que, como se sabe, é o mal de amar. São, por isso, uns coitados. Gemem, choram plangências delicodoces até ao vómito e as lágrimas correm-lhes em ímpetos descontrolados, entre angústias existenciais, dores de corno e suspeitas de impotência. E continuam a gemer - oh, baby - e atiram telemóveis contra a parede como se não houvesse amanhã - oh, yeah - e fazem-no sempre com vozes aflautadas e trémulas que não auguram nada de bom...     

Vejam só:

Eu quero esquecer
Tua traição
E arrancar esta mágoa do meu coração
Mas está difícil (ta ta ta ta ta ta ta ta)
Mas está difícil (ta ta ta ta ta ta ta ta) oh yeah

Lhe tocaste aonde?
Lhe beijaste aonde?
Lhe falaste o quê?
Eu quero saber!
Lhe agarraste como?
Lhe Fizeste como?
A imaginação está-me a remoer eh eh
Como foste capaz?
Como foste capaz?
Será que também lhe disseste eu te amo?
Como dizes a miiimmmm.... (prolongável até ao infinito)

(Se alguém me pedir, eu anuncio a autoria... Mas é de um senhor que anda por aí, nas revistas da especialidade).

Experimentem «cantar» este naco em frente a um espelho, sentados ao contrário, isto é, de cabeça para baixo, todos nus, numa cadeira estofada e depois de comerem um belo cozido à portuguesa, por exemplo - outras variações serão admissíveis, como ficar de pé, também todos nus, mas com duas molas da roupa presas aos mamilos...). 

Verão que, rapidamente, a voz se vos começa a aflautar e vos surge a sensação de que a vossa vida sentimental nunca mais será a mesma...

O que terá acontecido à Humanidade depois de terem aparecido os Doors ou a Pedra Filosofal?

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 15:11


setembro 14, 2016

entrada de leão, saída de sendeiro?

Carlos Alexandre por um triz se diz que é juiz... e não devia! 

Sim, eu sei que a cantiga não rezava assim, mas estas analogias ocorrem-me, que querem...? 

Afinal, a ser verdade o seu afastamento do «caso Sócrates», uma coisa me parece evidente: se ninguém atinava muito bem com as razões que terão levado o «saloio de Mação» a dar aquela abstrusíssima entrevista, talvez agora melhor se vislumbre a sua mais profunda motivação: dar de frosques da camisa de onze varas em que se encontrava atolado.

Ou alguém pensará que uma criatura com aquele grau de «domínio do conhecimento» seria capaz de cometer, leviana e ingenuamente,  tão leviana ingenuidade?

E talvez o processo ainda prossiga sem ele. Mas deverá prosseguir muito, muito devagarinho, como é habitual apanágio. 

E nada se apurará, como também é. O mais certo será, até, Sócrates exigir uma indemnização ao Estado, que somos nós, e sair por cima, filósofo e sorridente.  

Por outro lado, se o acto perpetrado alegadamente contra Sócrates penalizou, afinal, cirurgicamente o PS, o homem até terá desempenhado cabalmente o seu papel.

Teve mandantes? A História nos dirá... ou talvez não, para seguir, também, os parâmetros normais.

O que está feito, feito está. Nada se desmonta e tudo se toca para a frente, que para trás mija a burra e consta que o bicho está em vias de extinção.

E, assim, com papas e bolos se enganam os tolos. Pelo caminho, silenciam-se os cínicos. No entanto, ainda há, por exemplo, no facebook quem muito aplauda e defenda a criatura. Tal é a diversidade humana que nos enriquece. 

Não sei porquê mas ocorreu-me aquela velha canção do Serge Lama onde se dizia «je suis cocu mais content!»... A tradução encontra-se por aí, em qualquer consciência  mais avisada.


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setembro 09, 2016

Miranda do Douro

Talvez romagem, talvez hábito, talvez vício... o certo é que, regularmente, lá rumo ao canto nordestino de Portugal, em viagem de afectos, em encontro de antiquíssimas amizades e afectos. Desta feita, o encontro dos antigos alunos do Externato de São José de Miranda do Douro.


Saído a meio da tarde de Lisboa, registo com agrado que escassas quatro horas e meia de viagem a velocidade legal são bastantes para cá chegarmos. Como sempre, a Sé esperava-nos...


... bem como o Restaurante da Balbina, ponto de romagem primeiro. Nele, travámos conhecimento com um cabrito grelhado, digno e merecedor dos maiores encómios. Sim, claro, para sobremesa queijo com marmelada, como deve ser!


Um sapatinho artesanal, todo feito à mão e aqui adquirido, ia contribuindo para o bem estar geral.


Depois, a visita a lugares muitas vezes vistos e sempre revisitados com carinho.


Um autóctone deu-nos as boas vindas.


A evocação sempre merecida a um velho professor a quem todos muito devemos.


E a Sé sempre de vigília.


Ah, e para os distraídos sempre vou lembrando que aqui também é Portugal.



Os dois figurões que se olham na praça.


Velhas casas de eterno retorno.


E Miranda sempre à nossa espera.


Pela manhã, a excelente vista d'A Morgadinha saudou-nos, como é seu timbre. 
Muito bem, vamos ao dia!

- Fotografias de Jorge Castro 

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 07:58


setembro 01, 2016

fotografando o dia (173)


um voo termina onde menos se espera
num recanto sem nome
na calçada-quimera
entre um desalento e um tempo perdido
um tempo de mágoa de vidro partido

um voo sem nome 
e o tempo não pára
nem o tempo mora em recanto perdido
nem o tempo espera calçada-quimera
nem as mãos cerradas de quem desespera

- Fotografia e poema de Jorge Castro

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 12:15


agosto 22, 2016

o menino de Alepo



O menino de Alepo

- igual a todos os meninos do mundo todo onde a nossa irracionalidade conflitual perante a Vida
tanto perturba o nosso entendimento sobre essa mesma Vida

tenho cinco anos
num espaço de tempo do tamanho do mundo
chamo-me Omran
e brinco no pátio em frente da casa
e o meu riso alegre
alegra o meu pátio
porque tenho cinco anos
e nem sei bem qual é o tamanho do mundo

mas sei o tamanho de um sonho que invento
e me brilha no olhar

tenho cinco anos
e o sangue palpita-me pelas veias fora
com a intensidade da luz

tenho cinco anos
e o mundo fragmenta-se
em dor
morte e ruínas
sobre o meu tempo do tamanho do mundo

tenho cinco anos
e cada estilhaço que me rasga o corpo
que rasga as janelas da minha casa toda
que rasga os meus pais e os meus irmãos
que rasga o meu riso
e enterra a alegria tão fundo
tão fundo
mais longe que o mundo
tece em meu redor um muro de morte
onde um silêncio espesso
impede que o Sol penetre a poeira
que vem dos destroços
sem ver cor de esperança
de uma outra maneira

tenho cinco anos
e já tão sem tempo
só tenho o meu nome
perdido o olhar...

- Jorge Castro

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 16:39


agosto 13, 2016

um Verão assim...

Já todos sabem (ou sabemos) que um poema não serve para coisa nenhuma. E, ainda assim, se escreve um poema...

há um arco negro de cinzas
a invadir-nos o chão
e um cerco de vozes-tardas
a ensombrecer a razão
mas um sol sempre a nascer
no negro de solidão
como asas brancas voando
emigrantes porque sim
porque é assim que são brancas
por ser assim que lá vão
cruzando os céus de negrumes
até ser azul-Verão
que é um azul mais profundo
do que alguma outra razão

mas não há lamento algum
que possa cobrir o manto
de tanta cinza no chão
de onde nos brota a vida
e onde se perde a razão

mas lá vão as asas brancas
a mostrar-nos porque sim
porque voar de asa branca
entre tanto e tanto não.

- Jorge Castro

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 17:55


agosto 02, 2016

Algures, no Algarve, Agosto de 2016

Pois, pois... Quem quer bons destinos para férias, procure-os, que talvez ainda encontre...



Nove horas da manhã. Temperatura da água... enfim, até eu lá entrei, sem medo. Uma praia inteirinha com vinte «gatos», se tanto, a esta hora.

Façam o favor de ser felizes. Eu volto já...

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Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 18:32


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noites com poemas 2


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Oeiras Local
O MOSCARDO
Poema Dia
Profundezas

Correntes de proximidade:
A Funda São
Amorizade (Jacky)
A Música das Palavras (Jaime Latino Ferreira)
Anomalias (Morfeu)
Ars Integrata
Ars Litteraria
Ars Poetica 2U
As Causas da Júlia (Júlia Coutinho)
As Minhas Romãs(Paula Raposo)
Belgavista (Pessoana)
Blogimmas
Blogotinha
Bloguices
Câimbras Mentais (AnAndrade)
Carlos Peres Feio
chez maria (maria árvore)
Coisas do Gui
deevaagaar
Divulgar Oeiras Verde (Ana Patacho)
e dixit (Edite Gil)
Fotos de Dionísio Leitão
Garganta do Silêncio (Tiago Moita)
Isabel Gouveia
Itinerário (Márcia Maia)
Metamorfases
Mudança de Ventos (Márcia Maia)
Mystic's
Nau Catrineta
Notas e Comentários (José d'Encarnação)
Novelos de Silêncio (Eli)
Pedro Laranjeira
o estado das artes
Palavras como cerejas (Eduardo Martins)
Parágrafos Inacabados (Raquel Vasconcelos)
O meu sofá amarelo (Alex Gandum)
Persuacção - o blog (Paulo Moura)
Queridas Bibliotecas (José Fanha)
Raims's blog
Relógio de Pêndulo (Herético)
Risocordeluz (Risoleta)
Rui Zink versos livros
Repensando (sei lá...)
sombrasdemim (Clarinda Galante)
Tábua de Marés (Márcia Maia)
Valquírias (Francília Pinheiro)
Vida de Vidro
WebClub (Wind)

Correntes de Ver:
desenhos do dia (João Catarino)
Esboço a Vários Traços

Correntes Auspiciosas:
ABC dos Miúdos
Manifesto-me
Netescrita
Provérbios

Correntes Favoráveis
A P(h)oda das Árvores Ornamentais
Atento (Manuel Gomes)
A Paixão do Cinema
A Razão Tem Sempre Cliente
A Verdade da Mentira
Bettips
Blog do Cagalhoum
Cadeira do Poder
CoeXist (Golfinho)
Congeminações
Crónica De Uma Boa Malandra
Desabafos - Casos Reais
Diário De Um Pintelho
Editorial
Escape da vida...
Espectacológica
Eu e os outros...
Eu sei que vou te amar
Fundação ACPPD
Grilinha
Há vida em Markl
Hammer, SA
Horas Negras
Intervalos (sei lá...)
João Tilly
Lobices
Luminescências
Murcon (de JMVaz)
Nada Ao Acaso
NimbyPolis (Nilson)
O Blog do Alex
O Bosque da Robina
O Jumento
(O Vento Lá Fora)
Outsider (Annie Hall)
Prozacland
O Souselense
O Vizinho
Palavras em Férias
Pastel de Nata (Nuno)
Peciscas
Pelos olhos de Caterina
Primeira Experiência
Publicus
Puta De Vida... Ou Nem Tanto
Santa Cita
The Braganzzzza Mothers
Titas on line
Titas on line 3
Senda Doce
TheOldMan
Traduzir-se... Será Arte?
Um pouco de tudo (Claudia)
Ventosga (João Veiga)
Voz Oblíqua (Rakel)
Zero de Conduta
Zurugoa (bandido original)

Corrente de Escritas:
A Arquitectura das Palavras (Lupus Signatus)
Além de mim (Dulce)
Ana Luar
Anukis
Arde o Azul (Maat)
Ao Longe Os Barcos De Flores (Amélia Pais)
Babushka (Friedrich)
baby lónia
Branco e Preto II (Amita)
Biscates (Circe)
blue shell
Cartas Perdidas (Alexandre Sousa)
Chez Maria (Maria Árvore)
Claque Quente
2 Dedos de Prosa e Poesia
Escarpado (Eagle)
Erotismo na Cidade
Fôlego de um homem (Fernando Tavares)
Há mais marés
Humores (Daniel Aladiah)
Insónia (Henrique Fialho)
Klepsidra (Augusto Dias)
Letras por Letras
Lua de Lobos
Lus@arte (Luí­sa)
Mandalas Poemas
Menina Marota
Novos Voos (Yardbird)
O Eco Das Palavras (Paula Raposo)
Porosidade Etérea (Inês Ramos)
O Sí­tio Do Poema (Licínia Quitério)
Odisseus
Paixão pelo Mar (Sailor Girl)
Palavras de Ursa (Margarida V.)
Palavrejando (M.P.)
Poemas E Estórias De Querer Sonhar
Poesia Portuguesa
Poetizar3 (Alexandre Beanes)
Serena Lua (Aziluth)
Sombrasdemim (Maria Clarinda)
Sopa de Nabos (Firmino Mendes)
T. 4 You (Afrodite)
Uma Cigarra Na Paisagem (Gisela Cañamero)
Xanax (Susanagar)

A Poesia Nos Blogs - equipagem:
A luz do voo (Maria do Céu Costa)
A Páginas Tantas (Raquel)
ante & post
As Causas da Júlia
Cí­rculo de Poesia
Confessionário do Dilbert
Desfolhada (Betty)
Estranhos Dias e Corpo do Delito (TMara)
Extranumerário (GNM)
Fantasias (Teresa David)
Fata Morgana... ou o claro obscuro
Jorge Moreira
MisteriousSpirit (Sofia)
Passionatta (Sandra Feliciano)
Peças soltas de um puzzle
Poemas de Trazer por Casa e Outras Estórias - Parte III
Poesia Viva (Isabel e José António)
Poeta Salutor (J.T. Parreira)
Que bem cheira a maresia (Mar Revolto-Lina)
Sais Minerais (Alexandre)
Silver Soul
Sombra do Deserto (Rui)

Navegações com olhos de ver:
Em linha recta (lmatta)
Fotoescrita
gang00's PhotoBlog
Nitrogénio
Objectiva 3
Pontos-de-Vista
Rain-Maker
O blog da Pimentinha (M.P.)
Passo a Passo
Portfólio Fotográfico (Lia)
Words (Wind)

Já navegámos juntos...
Aliciante (Mad)
A Rádio em Portugal (Jorge G. Silva)
Atalhos e Atilhos
Cu bem bom
Encandescente
Geosapiens
Incomensurável
Isso Agora...
Letras com Garfos (Orlando)
Luz & Sombra
Pandora's Box
Pés Quentinhos
Praça da República em Beja (nikonman)
SirHaiva
Testar a vida
Tuna Meliches

Correntes de Consulta:
Abrupto
A Lâmpada Mágica
Aviz
Blogopédia...
Bloguítica
Contra a Corrente
Contra a Corrente
Conversas de Merda
Cravo e Canela
Do Portugal Profundo
Inépcia
Médico explica medicina a intelectuais
Oficina das Ideias
Portugal No Seu Pior
Professorices
República Digital
Retórica e Persuasão
Ser Português (Ter Que)
You've Got Mail

Correntes interrompidas:
A Nau Catrineta (zecadanau)
Aroma de Mulher (Analluar)
A Voz do Fado!
blog d'apontamentos (Luí­s Ene)
Catedral (ognid)
Cidadão do Mundo
Conversas de Xaxa 2
CORART - Associação de Artesanato de Coruche
Cumplicidades (Maria Branco)
Flecha
Fraternidades (Fernando B.)
Ilha dos Mutuns(Batista Filho)
Histórias do mundo (Clara e Miguel)
Lazuli (Fernanda Guadalupe)
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Letras ao Acaso
Madrigal - blog de poesia
Mulher dos 50 aos 60 (Lique)
O Mirmidão
O soldadinho de chumbo
Palavras de Algodão (Cris)
podiamsermais (Carlos Feio)
Poemas de Manuel Filipe
Porquinho da Índia (Bertus)
Um Conto à Quinta
Xis Temas (António San)

noites com poemas