<$BlogRSDUrl$>

mundo
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas

Federico García Lorca

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
maio 31, 2005

Da alma dos gatos



há um verde de sabedoria intensa
que atravessa penumbras do meu espaço
através do olhar da minha gata

- que não é minha
pois só ela se possui –

e que tem essa imensa sabedoria
tão própria da circunstância biológica de se ser gato

sabe tudo o que sabe
sabe tudo o que é preciso saber
sabe ver o deslumbramento da escuridão nocturna
pelo brilho das estrelas
e devolve-nos esse olhar cheio de condescendências

deve ser bom ser-se gato
ter-se o mundo ao alcance da pata
e quando não
um simples salto basta para alcançar o mundo

deve ser bom ser-se gato
olhar e ver através de um mutável olhar todo verde
a ironia ou o desencanto a escoarem-se pela ponta da cauda
sem permanecerem viciosas por baixo da pelagem
ronronar sempre que nos apetecer

e
ainda assim
permanecer sempre gato

inexorável e intransigentemente gato.


- Poema e foto de Jorge Castro

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 22:14


maio 27, 2005

A esperança, os canhões e a lusitanidade

... pois, pois...
parece-me que ainda não é desta que se verá a luz ao fundo do túnel...

e lá vamos outra vez contra os canhões
contra as tangas os burlões e tudo a sete
esgravatando em magra bolsa pelos cordões
onde dorme o triste pó e a cotonette

sai imposto e mais imposto à tripa forra
aldrabice já lá vem bem mais de um cento
faz pensar que ir parar a uma masmorra
será mal menor e traz-nos mais sustento

entretanto é trabalhar ó vilanagem
quanto mais velho melhor com mais afinco
e p’ra melhor sustentar a gandulagem
sendo pouco os sessenta vão mais cinco

vê lá tu meu teso que não dobraste
a cerviz por não seres um vil lacaio
hás-de curvar-te agora quanto baste
pela força dos bicos de papagaio

e – cautela! – não vás por aí finar-te
num escritório ou atracado a algum torno
que o estado à família há-de cobrar-te
p’la armazenagem do teu corpo algum estorno

pois não pára a fuçanga desmedida
desta troupe que nos condena à dieta
que não medra em ponta de obra conhecida
mas que aldraba tanto tolo c’o esta treta

e vogamos pasmando espapaçados
neste lodaçal de petas e cinismos
futebol p’ra domingos bem passados
… pouco falta p’ra nos darem catecismos

já que sobram futebóis e muitos fados
tiazinhas de viver parvo e medonho
abastança de dinheiros emprestados
para comprar e vender até o sonho

mas enfim… p'ra animar um pouco a tropa
ainda não somos a cauda do planeta
e havemos de chegar a essa Europa
nem que seja a rastejar e sem ter cheta

- Jorge Castro




Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:45


maio 25, 2005

porque é que isto não tem graça nenhuma?...

Recebida no meu email, esta mensagem não contribuiu nem um bocadinho para combater o estado pré-agónico em que me encontro, à espera de saber das últimas novidades do nosso bem-amado Sócrates para combater o déficit e que se adivinham já todas velhas...


Ser português é:

- Levar arroz de frango para a praia.
- Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.
- Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
- Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
- Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos em todas as listas.
- Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
- Pôr os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
- Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
- Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
- Passar o domingo no "shopping".
- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
- Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
- Gravar os "donos da bola".
- Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
- Já ter "ido à bruxa".
- Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
- Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
- Viver mal e dizer que o governo que temos é bom.
- Graças a Deus, não ser espanhol.
- Lavar o carro na fonte ao domingo.
- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
- Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
- Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
- Viver em casa dos pais até aos 30 anos.
- Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
- Ter bigode e ser baixinho(a).
- Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
- Ter três telemóveis.
- Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser espanhol.
- Deixar a telenovela a gravar.
- Organizar jogos de futebol entre solteiros e casados.
- Ir à bola, comprar "prà geral" e saltar "prà central".
- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
- Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
- Ser capaz de cometer 3 infrações ao código da estrada em 5 segundos.
- Graças a Deus, não ser brasileiro.
- Algarve em Agosto.
- Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
- Dizer "prontos" no fim de cada frase.


Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 15:11


maio 20, 2005

Crónica de Estranho E Mal Fazer

certo dia num sobredo uma bolota traquinas
danadinha p’rò folguedo entre as bolotas meninas
por força de caganita que um melro depositara
ao volejar sobre a dita bolota que se agitara
deu por si num alvoroço caindo desamparada
lá do alto da galhada no toutiço de um moço
que dengoso ali passava
e o moço mal encarado
- que ao humor nunca fiava -
pô-lo a bolota assustado no imprevisto da queda
descuidada no pexote
fica o mancebo danado com a mancha sem Quixote
e na pança o fidalgote leva um Sancho ataviado

assustado e vingativo
suja a camisa de seda
borrado o seu porte altivo
ali jurou o magano mal chegasse a executivo
cumprir um rijo plano contra o sobreiro inimigo

e que plano era esse que tal cabeça albergou?
ora desse por onde desse
de serra em punho e machado
malas-artes que inventou
mal algum sobreiro visse ao chão seria lançado

num piscar de olho e trejeito
e muito padrinho ao lado
ei-lo já feito bancário
sobreiros derruba a eito a cumprir o desidério
dando-lhe cores de cruzada
torpes razões de mistério
arranca – rasga - trucida
tudo desmata o experto
faz da terra assim despida antecâmara do deserto

do deserto ou do inferno
que há já p’r’aí quem duvide deste mau feitio eterno
e vê-lo infrene em tal lide
sanha tal em que se engolfa
lá diga à boca pequena
que ele quer é campos de golfe
roubando à terra morena a verdura do arvoredo
p’ra gáudio só do turista
deixando à malta pequena alguns grãozitos de alpista

segue pois deficitário o povinho no pagode
nas mãos de algum salafrário
que come mais do que pode
que pode mais do que deve
que deve… ah quanto deve!...
jamais se lhe acaba o rol
e ele é campos de golfe e campos de futebol
para isso é um mar de água
só o campo morre à sede
sobra a fome… sobra a mágoa

e no entanto olhai – vede
como ele medra e prospera
o grande artista sem rede a trepar à estratosfera
enquanto minga o portuga entre golfe e futebóis
com tanta relva trânsfuga
lá petisca uns caracóis
entalado na fartura do viver sem estribeira

ficou mole a dita dura
encrespado o mar da asneira
e há tanto médico à cura deste mal de pasmaceira
que há-de ‘inda morrer da cura
este povo que premeia o viver à lei da selva
e ruminante toupeira que de verde só tem relva
p’r’além do verde só mato
mal a esperança mora em Huelva
há que dar corda ao sapato

mas… luz se faz no horizonte
ao céu se abre o olhar mais puro que a pura fonte
‘inda mais leve que o ar
vem um constâncio que prega - que praga! –
contra a tormenta dos tempos de cegarrega
- que a malta já nem aguenta!... -
contra ventos e ordenados
aumentos e outros dinheiros
nos campos abandonados há que plantar sobreiros
que preciso é cuidar bem
com carinho e com justiça
do pouco que o povo tem...
e pô-lo a comer cortiça!

- Jorge Castro

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 16:01


maio 18, 2005

Rimanço do bobo sobre o Pedro e a Inês

(não esquecer que este é o ano inesiano e - vá lá saber-se - ainda descubro que tenho ali uma prima...)

entra o bobo num rompante
e alucinante grita o entremez
truão e tonitruante
sape-gato pronto
nem sei que te fez:

da Inês
coitada de amante
coração de pomba e era uma vez

do Pedro
coração de pedra mas de paixão cega
pela sua Inês

e um mais um não são dois
já que mais depois
se fizeram três

logo esse tal Dom Afonso
a fazer de sonso
meteu o nariz

naquele amor tão carnal
et coetra e tal
que matou por três
quando de punhal fatal
e tão desigual
matou D. Inês

fez-se no simples instante
o D. Pedro infante
rei cru e infeliz

desvaira
e doido varrido de tão desvalido
dá caça à má rês

e quando lhes deitou a mão
querem lá saber o que é que lhes fez?

numa fúria delirante
arrancou pela frente e outro por trás
os corações gelados
a dois dos malvados
foi zás-catrapás!

no fim
asinha-asinha
à Inês já morta
coroou rainha...

o quê? e tu não gostaste?
nem te entusiamaste?
nem tu? nem tu? nem tu?...
vê lá se queres que eu ainda
vá fazer queixinhas
ao D. Pedro
o cru.

sai o bobo em cambalhota
e a sua perna torta
fica para trás
a dizer adeus à malta
e o Pedro na escolta
leva a Inês atrás...

- Jorge Castro

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 18:43


maio 16, 2005

Abecedema

(sem K, nem Y, nem W… sem sentido consentido)

ah andasse antes aleatóriamente
brandindo brancos belos baluartes
com cautos cuidados claros cantantes
donde deuses demónios demais deidades descem
estremes enxames em estímulo exangue
faunos famintos flácidos fátuos
garantindo gozos golpeando galopes
harmonizando hoje halos havidos
intensos íntimos ilesos istmos
jamais jucundos justos jurados
louco lamento lancinante laço
mais melancólico mas meu melaço
normativas nuvens nadando nos ninhos
onde os orvalhos ora orgulhosos
poisam plácidos por puro prazer
quando quimeras querem quebrar
raios relapsos reles ressentidos
súbito sós sempre sedentos
tantos tamanhos tão turbulentos
úbere uno unido umbigo
vazio vale velante viço
xamã xifoide xisto xilógrafo
zona zoética zízio zunido.

- Jorge Castro

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 01:00


maio 14, 2005

Publicidade (recebida por email)...

dos bancos, dos banquetes e das bancadas:

- Preciso mandar abaixo 2000 sobreiros...

- Já falaste com o teu partido?

- Não... Falei com o teu banco!


receita do medo:

O dono da farmácia entra na farmácia e vê um cliente apoiado com toda a força contra a parede.
- O que é que se passa com aquele homem? - pergunta ao assistente.
- Bem - responde o assistente. - Ele veio cá esta manhã pedir qualquer coisa para a tosse. Não consegui encontrar o xarope da tosse, por isso dei-lhe um frasco de laxante.
- Não se pode tratar a tosse com laxantes! - diz o farmacêutico, entredentes.
- Pode, sim. Agora ele tem medo de tossir.


Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 07:54


maio 12, 2005

a sombra como um voo

a sombra da pomba na parede do prédio
como um voo agreste de açor clandestino
a sombra da pomba é um rasto um assédio
como um voo planado por sobre o destino
a sombra da pomba é um mal sem remédio
como um voo sem asas de sonho menino
a sombra da pomba é o salto intermédio
como um voo urbano sem rumo sem tino
a sombra da pomba é a sombra da sombra
sem um prédio um assédio um remédio ou sem tino
como um voo intermédio entre o sonho e o destino.

- de Jorge Castro


... e das paredes urbanas soltou-se um eco, de um companheiro de poesias, que vem a propósito:

A sombra que ensombra a parede do prédio
não mais faz que sombra mas não é assédio
que a sombra que pesa quando é prepotente
e não vem de luz mas nasce de gente
é a força mais forte de ser violência
num nojo de abuso demente sem pejo
que a própria demência esconde ao desejo
do egocentrismo sem conta nem pejo
e fere mais fundo que a ferida maior
não é deste mundo, é apenas dor
de nos violarem até ao tutano
com requintes ébrios de mau predador
que não é urbano, é verme menor
que não é humano, é bosta e bolor
que saiu do estrume e ao estrume regressa
rezai com fervor: que o faça depressa!…
e então, finalmente,
que não se disfarce, não finja ser gente
e o mundo lhe dê o quanto merecer:
uma cova calcada de terra pesada,
seu nome gravado cá em cima, “Estupor”,
e o letreiro podre “Que descanse em dor”!

- de Pedro Laranjeira


Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 15:36


maio 11, 2005

Inquietação primaveril de um "trabalhador por conta de outrém"

Hoje venho para aqui colocar uma simples questão que me atormenta desde que me conheço como elemento da população activa deste país e para a qual sempre e por toda a gente me foi iludida a resposta. E ela é:

- Porque é que os sindicatos portugueses – todos, sem excepção! – discutem, ano após ano, com essas inefáveis entidades patronais a que temos direito, os aumentos salariais em base percentual?

Haverá por aí algum economista que me elucide, que me esclareça, acerca desta misteriosa fatalidade histórica que tanto agrava, também ano após ano, os fossos salariais, abissal fonte geradora de injustiça social e sem paralelo na Europa (… pelo menos, da que vou conhecendo)?

Sabem como são as contas feitas: o que ganha 10, com um aumento de 10%, passa a ganhar 11; o que ganha 100, com o “mesmo” aumento, passa a ganhar 110. Esta diferença de 9, reiteradamente agravada durante anos a fio, trouxe-nos à magnífica situação em que estamos: os piores nas remunerações mais baixas; os maiores nas remunerações mais altas.

Para quando a discussão partindo do aumento da massa salarial previsível, com uma distribuição mais equânime, que sem descurar responsabilidades, competências e eficácias, ainda assim “alise” as disparidades escandalosas , injustificadas e inqualificáveis que hoje se verificam?

Tratar-se-á de alguma coisa do foro do direito divino ou, afinal, não passamos de um rebanho de cordeiros parvos, imbecis e pachorrentos pastoreados por uma mão cheia de mafiosos atrevidos… Ou dar-se-á, apenas, o caso de ser só eu que não percebo nada disto?

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:48


maio 08, 2005

de Hélder Costa - "O Saudoso Tempo Do Fascismo" (ed. Parvoíces - parvoices@sapo.pt)

De viagem até Coimbra, em confraria sindical, aproveitei o tempo de moleza do autocarro para ler, de cabo a rabo, O SAUDOSO TEMPO DO FASCISMO.

Porque o exercício é recordatório, mais do que literário, a leitura fluiu sem tropeções, evocativa de vidas e percursos tão próximos e conhecidos - de os viver ou deles ouvir falar - que mal apercebi a viagem.

Tinha rematado a leitura de outro livro, PORTUGAL HOJE - O MEDO DE EXISTIR, de José Gil, e, sem qualquer esforço, estabeleci uma unidade de sentido entre as duas obras, ao provável arrepio dos seus autores, mas que me pareceu mais do que razoável a mim, leitor. Quase assim como dois lados de uma pirâmide quadrangular onde, pelas faces sobejantes, iam passando os autores e eu próprio.

O vértice é a vida, toda ela, feita dessas faces que se tocam, laterais, e que culminam nesse ponto de encontro apontado ao infinito.

Hélder Costa pinta com as cores do humor e da ironia os tempos da "negra ditadura fascista", como convém, destapando-lhe a careca ridícula e pontapeando-lhe o traseiro em saudável exorcismo contra o medo que nos oprime, aquele de que o José Gil nos fala, denuncia e desmascara.

Pois é... que bem sabe, de vez em quando, respirar uma lufada de ar fresco!

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 10:53


maio 05, 2005

de David Mourão-Ferreira - "Ilha"



Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente

promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente

Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro

ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias



fotos de Jorge Castro, no Parque dos Poetas - Oeiras

Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 23:02


maio 02, 2005

Maio Maduro Maio...

Foto de Jorge Castro, Caldas da Rainha, "Lembrar José Afonso", em 30 de Abril de 2005

Há quanto tempo não entrava na roda!... Ainda para mais a dançar a Grândola!
Entretanto, por Alpiarça, o escultor Armando Ferreira achou por bem e em boa hora, produzir uma monumental metáfora às vinhas (e, porventura, às idas, também...) prantando em pleno centro da vila quatro metros de estatuária que batizou de "A Melhor Casta".

Ao povoléu que tem andado num desatino, recomenda-se calma e abertura de espírito, que esta vida são dois dias e o ex-libris há-de levar muita gente à urbe. Ei-la, pela rectaguarda do seu esplendor e beatificamente enquadrada:



Foto de Pedro Laranjeira

E a mim até me ocorre dizer:


ó Alpiarça serena padroeira de consolos

aos tolos fazes pirraça co'a menina dos teus olhos

que tão bem fica e te assenta a metáfora das vinhas

não enjeites o que encanta casta sem ervas daninhas

Alpiarça tem sua graça sorrir-te a Mãe Natureza

que os seios da tua casta lembram ninhos de andorinha

e os sinos ao repicarem cá por mim tenho a certeza

soarão bem mais alegres com tal casta à sobremesa...


O que nos traz à colação que, ainda estando já em Maio,

viva o 25 de Abril, SEMPRE!


Afixado por: Jorge Castro (OrCa) / 20:26


Arquivo:
Janeiro 2004 Fevereiro 2004 Março 2004 Abril 2004 Maio 2004 Junho 2004 Julho 2004 Agosto 2004 Setembro 2004 Outubro 2004 Novembro 2004 Dezembro 2004 Janeiro 2005 Fevereiro 2005 Março 2005 Abril 2005 Maio 2005 Junho 2005 Julho 2005 Agosto 2005 Setembro 2005 Outubro 2005 Novembro 2005 Dezembro 2005 Janeiro 2006 Fevereiro 2006 Março 2006 Abril 2006 Maio 2006 Junho 2006 Julho 2006 Agosto 2006 Setembro 2006 Outubro 2006 Novembro 2006 Dezembro 2006 Janeiro 2007 Fevereiro 2007 Março 2007 Abril 2007 Maio 2007 Junho 2007 Julho 2007 Agosto 2007 Setembro 2007 Outubro 2007 Novembro 2007 Dezembro 2007 Janeiro 2008 Fevereiro 2008 Março 2008 Abril 2008 Maio 2008 Junho 2008 Julho 2008 Agosto 2008 Setembro 2008 Outubro 2008 Novembro 2008 Dezembro 2008 Janeiro 2009 Fevereiro 2009 Março 2009 Abril 2009 Maio 2009 Junho 2009 Julho 2009 Agosto 2009 Setembro 2009 Outubro 2009 Novembro 2009 Dezembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Agosto 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012 Maio 2012 Junho 2012 Julho 2012 Agosto 2012 Setembro 2012 Outubro 2012 Novembro 2012 Dezembro 2012 Janeiro 2013 Fevereiro 2013 Março 2013 Abril 2013 Maio 2013 Junho 2013 Julho 2013 Agosto 2013 Setembro 2013 Outubro 2013 Novembro 2013 Dezembro 2013 Janeiro 2014 Fevereiro 2014 Março 2014 Abril 2014 Maio 2014 Junho 2014 Julho 2014 Agosto 2014 Setembro 2014 Outubro 2014 Novembro 2014 Dezembro 2014 Janeiro 2015 Fevereiro 2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agosto 2015 Setembro 2015 Outubro 2015 Novembro 2015 Dezembro 2015 Janeiro 2016 Fevereiro 2016 Março 2016 Abril 2016 Maio 2016 Junho 2016 Julho 2016 Agosto 2016 Setembro 2016 Outubro 2016 Novembro 2016 Dezembro 2016 Janeiro 2017 Fevereiro 2017 Março 2017 Abril 2017 Maio 2017 Junho 2017

This page is powered by Blogger. Isn't yours?Weblog Commenting by HaloScan.com



noites com poemas 2


capa do livro Farândola do Solstício
Obras publicadas
por Jorge Castro

contacto: jc.orca@gmail.com

Autor em

logo Apenas

Colaborador de

logo IELT

Freezone

logo Ler Devagar


Correntes de referência:
80 Anos de Zeca
... Até ao fim do mundo!
Aventar
Encontro de Gerações (Rafael)
É sobre o Fado (João Vasco)
Conversas do Café Grilo
Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras
Final Cut - o blogue de cinema da Visão
Oeiras Local
O MOSCARDO
Poema Dia
Profundezas

Correntes de proximidade:
A Funda São
Amorizade (Jacky)
A Música das Palavras (Jaime Latino Ferreira)
Anomalias (Morfeu)
Ars Integrata
Ars Litteraria
Ars Poetica 2U
As Causas da Júlia (Júlia Coutinho)
As Minhas Romãs(Paula Raposo)
Belgavista (Pessoana)
Blogimmas
Blogotinha
Bloguices
Câimbras Mentais (AnAndrade)
Carlos Peres Feio
chez maria (maria árvore)
Coisas do Gui
deevaagaar
Divulgar Oeiras Verde (Ana Patacho)
e dixit (Edite Gil)
Fotos de Dionísio Leitão
Garganta do Silêncio (Tiago Moita)
Isabel Gouveia
Itinerário (Márcia Maia)
Metamorfases
Mudança de Ventos (Márcia Maia)
Mystic's
Nau Catrineta
Notas e Comentários (José d'Encarnação)
Novelos de Silêncio (Eli)
Pedro Laranjeira
o estado das artes
Palavras como cerejas (Eduardo Martins)
Parágrafos Inacabados (Raquel Vasconcelos)
O meu sofá amarelo (Alex Gandum)
Persuacção - o blog (Paulo Moura)
Queridas Bibliotecas (José Fanha)
Raims's blog
Relógio de Pêndulo (Herético)
Risocordeluz (Risoleta)
Rui Zink versos livros
Repensando (sei lá...)
sombrasdemim (Clarinda Galante)
Tábua de Marés (Márcia Maia)
Valquírias (Francília Pinheiro)
Vida de Vidro
WebClub (Wind)

Correntes de Ver:
desenhos do dia (João Catarino)
Esboço a Vários Traços

Correntes Auspiciosas:
ABC dos Miúdos
Manifesto-me
Netescrita
Provérbios

Correntes Favoráveis
A P(h)oda das Árvores Ornamentais
Atento (Manuel Gomes)
A Paixão do Cinema
A Razão Tem Sempre Cliente
A Verdade da Mentira
Bettips
Blog do Cagalhoum
Cadeira do Poder
CoeXist (Golfinho)
Congeminações
Crónica De Uma Boa Malandra
Desabafos - Casos Reais
Diário De Um Pintelho
Editorial
Escape da vida...
Espectacológica
Eu e os outros...
Eu sei que vou te amar
Fundação ACPPD
Grilinha
Há vida em Markl
Hammer, SA
Horas Negras
Intervalos (sei lá...)
João Tilly
Lobices
Luminescências
Murcon (de JMVaz)
Nada Ao Acaso
NimbyPolis (Nilson)
O Blog do Alex
O Bosque da Robina
O Jumento
(O Vento Lá Fora)
Outsider (Annie Hall)
Prozacland
O Souselense
O Vizinho
Palavras em Férias
Pastel de Nata (Nuno)
Peciscas
Pelos olhos de Caterina
Primeira Experiência
Publicus
Puta De Vida... Ou Nem Tanto
Santa Cita
The Braganzzzza Mothers
Titas on line
Titas on line 3
Senda Doce
TheOldMan
Traduzir-se... Será Arte?
Um pouco de tudo (Claudia)
Ventosga (João Veiga)
Voz Oblíqua (Rakel)
Zero de Conduta
Zurugoa (bandido original)

Corrente de Escritas:
A Arquitectura das Palavras (Lupus Signatus)
Além de mim (Dulce)
Ana Luar
Anukis
Arde o Azul (Maat)
Ao Longe Os Barcos De Flores (Amélia Pais)
Babushka (Friedrich)
baby lónia
Branco e Preto II (Amita)
Biscates (Circe)
blue shell
Cartas Perdidas (Alexandre Sousa)
Chez Maria (Maria Árvore)
Claque Quente
2 Dedos de Prosa e Poesia
Escarpado (Eagle)
Erotismo na Cidade
Fôlego de um homem (Fernando Tavares)
Há mais marés
Humores (Daniel Aladiah)
Insónia (Henrique Fialho)
Klepsidra (Augusto Dias)
Letras por Letras
Lua de Lobos
Lus@arte (Luí­sa)
Mandalas Poemas
Menina Marota
Novos Voos (Yardbird)
O Eco Das Palavras (Paula Raposo)
Porosidade Etérea (Inês Ramos)
O Sí­tio Do Poema (Licínia Quitério)
Odisseus
Paixão pelo Mar (Sailor Girl)
Palavras de Ursa (Margarida V.)
Palavrejando (M.P.)
Poemas E Estórias De Querer Sonhar
Poesia Portuguesa
Poetizar3 (Alexandre Beanes)
Serena Lua (Aziluth)
Sombrasdemim (Maria Clarinda)
Sopa de Nabos (Firmino Mendes)
T. 4 You (Afrodite)
Uma Cigarra Na Paisagem (Gisela Cañamero)
Xanax (Susanagar)

A Poesia Nos Blogs - equipagem:
A luz do voo (Maria do Céu Costa)
A Páginas Tantas (Raquel)
ante & post
As Causas da Júlia
Cí­rculo de Poesia
Confessionário do Dilbert
Desfolhada (Betty)
Estranhos Dias e Corpo do Delito (TMara)
Extranumerário (GNM)
Fantasias (Teresa David)
Fata Morgana... ou o claro obscuro
Jorge Moreira
MisteriousSpirit (Sofia)
Passionatta (Sandra Feliciano)
Peças soltas de um puzzle
Poemas de Trazer por Casa e Outras Estórias - Parte III
Poesia Viva (Isabel e José António)
Poeta Salutor (J.T. Parreira)
Que bem cheira a maresia (Mar Revolto-Lina)
Sais Minerais (Alexandre)
Silver Soul
Sombra do Deserto (Rui)

Navegações com olhos de ver:
Em linha recta (lmatta)
Fotoescrita
gang00's PhotoBlog
Nitrogénio
Objectiva 3
Pontos-de-Vista
Rain-Maker
O blog da Pimentinha (M.P.)
Passo a Passo
Portfólio Fotográfico (Lia)
Words (Wind)

Já navegámos juntos...
Aliciante (Mad)
A Rádio em Portugal (Jorge G. Silva)
Atalhos e Atilhos
Cu bem bom
Encandescente
Geosapiens
Incomensurável
Isso Agora...
Letras com Garfos (Orlando)
Luz & Sombra
Pandora's Box
Pés Quentinhos
Praça da República em Beja (nikonman)
SirHaiva
Testar a vida
Tuna Meliches

Correntes de Consulta:
Abrupto
A Lâmpada Mágica
Aviz
Blogopédia...
Bloguítica
Contra a Corrente
Contra a Corrente
Conversas de Merda
Cravo e Canela
Do Portugal Profundo
Inépcia
Médico explica medicina a intelectuais
Oficina das Ideias
Portugal No Seu Pior
Professorices
República Digital
Retórica e Persuasão
Ser Português (Ter Que)
You've Got Mail

Correntes interrompidas:
A Nau Catrineta (zecadanau)
Aroma de Mulher (Analluar)
A Voz do Fado!
blog d'apontamentos (Luí­s Ene)
Catedral (ognid)
Cidadão do Mundo
Conversas de Xaxa 2
CORART - Associação de Artesanato de Coruche
Cumplicidades (Maria Branco)
Flecha
Fraternidades (Fernando B.)
Ilha dos Mutuns(Batista Filho)
Histórias do mundo (Clara e Miguel)
Lazuli (Fernanda Guadalupe)
luz.de.tecto (o5elemento)
Letras ao Acaso
Madrigal - blog de poesia
Mulher dos 50 aos 60 (Lique)
O Mirmidão
O soldadinho de chumbo
Palavras de Algodão (Cris)
podiamsermais (Carlos Feio)
Poemas de Manuel Filipe
Porquinho da Índia (Bertus)
Um Conto à Quinta
Xis Temas (António San)

noites com poemas