janeiro 12, 2017
e, agora, para falar de outra coisa...
já olhou, com olhos de ver, para a sua factura de electricidade?
Há, nesta espuma dos dias, como alguns lhe chamam, algumas coisas mais sólidas e substanciais nas quais não nos convém tropeçar sem que, pelo menos, arrisquemos sérios danos na canela dos pensamentos.
Ora, vem ao caso, a circunstância de me ter debruçado sobre o sacrossanto tarifário da electricidade que uso lá por casa e, após cuidado apuramento de factos, apurar que, afinal, a desgraçada violência doméstica é assumida por improváveis agentes, porventura com os mesmos perniciosos efeitos civilizacionais.
Sabemos de uma praga que assola todos quantos tenham celebrado um contrato de fornecimento de electricidade, de há longos anos, e que se chamava «aluguer de contador» que consiste, por sua vez, numa espórtula prestada à entidade fornecedora tão só por nos dar a benesse de existir e apesar de cobrar, em paralelo, o consumo que, efectivamente, tivermos, em termos de Kwh consumidos.
Quando o avanço civilizacional decidiu considerar que aquele «aluguer» era um abuso e, concomitantemente, um insulto à inteligência e à dignidade do bom povo e, como tal, teria de ser erradicado, logo a inteligência do costume transmutou a coisa em «taxa de potência» - tudo sempre sob a alçada do forte braço da lei -, na perspectiva ancestral de que mudam as moscas mas não muda a matéria que as atrai. E assim se ficou a pagar o mesmo, o que, no fundo e bem vistas as coisas, era o que interessava.
Entretanto, o nível de sofisticação foi-se apurando graças aos sacrossantos avanços tecnológicos, também conhecidos por progresso, e essa «taxa de potência» passou a estar sustentada no argumento de que, enquanto o caduco e troglodita «aluguer de contador» pouca ou nenhuma variação tinha de cliente para cliente, esta «nova» taxa incidia agora sobre a «potência contratada». Leia-se, a capacidade, disponibilizada pela empresa fornecedora, de o cliente poder ligar, em simultâneo, cada vez mais electrodomésticos.
Ora, numa lógica sem lógica nenhuma - pois o consumo é suposto pagar-se pelos Kwh gastos e quantos mais electrodomésticos ligados, mais se consumindo, logo, mais se paga... - o pagador, se queria usufruir da possibilidade de ligar um aquecimento ao mesmo tempo que passava a roupa a ferro e aproveitava o tempo (cada vez mais escasso) para lavar a roupa suja da semana, lá via aumentar a tal «taxa de potência» na sua inestimável facturinha, ao solicitar «instalação» aumentada de potência contratada.
Dito de outra maneira: o cliente paga mais para poder gastar mais... Percebe-se? Duvida-se.
Esse aumento, sem entrar noutros devaneios despiciendos, traduzia-se tão-só pela calibragem de um aparelhómetro, instalado a seguir ao contador de electricidade e que se chama disjuntor diferencial. Por acréscimo, além de calibrar a potência disponível, até tinha a simpatia de proteger a instalação em casos de curto-circuitos, o que até era, vamos lá e como disse, simpático e - lá está! -, civilizado. Uma vez mais, o forte braço da lei dava cobertura ao enredo.
Um dia, em pleno cavaquismo, o País amanheceu com a privatização da empresa fornecedora deste bem. E, ao privatizá-la, algum jurista atento apurou que uma empresa privada não deve cobrar taxas... Enfim, que diabo, não estamos no México, não é? Logo a solução foi fácil e brilhante: mudou-se-lhe, de novo, o nome e passou a denominar-se então «encargo de potência», mantendo-se todos os demais pressupostos.
Aqui convém parar e referir que este «aluguer-taxa-encargo» sofre regulares aumentos anuais, como é de bom tom numa sociedade que caminha para o futuro...
Mas o irrequieto legislador não dorme sobre os louros conquistados e no seu afã de se actualizar em novas realidades e novos desafios, cada vez mais engrossado institucionalmente, até com entidade «reguladora» a preceito, que lhe vai conferindo uma armadura de aço - o «mercado regulado» - contra débeis tentativas de sobrevivência do cliente, a esbracejar aflito num consabido mar de taxas e taxinhas.
Encurtando razões, que o palavrório vai longo, eis o actual estado da arte - uma outra vez, com todo o suporte legal:
- O «encargo de potência» mantém-se;
- Os «contadores inteligentes» em fase de instalação, permitem a definição da tal «potência contratada», ficando os encargos de instalação do sistema de protecção à responsabilidade integral do utente/cliente... Será por isso que regressaram em força os incêndios motivados por curto-circuito...?
- Para cúmulo, uma vez mais civilizacional, actualmente o preço do próprio Kwh também varia em função da «potência contratada», ou seja, o cliente paga mais para poder gastar mais (potência contratada) e paga mais cara cada unidade consumida por já pagar mais para poder gastar mais (diferencial de preço em função da potência). Confusos? Pois têm mais...
-Na factura emitida avisa-se o bom povo de algo quase iniciático: «O preço da electricidade inclui o valor X (sem IVA) correspondente às tarifas de acesso às redes, que contêm o valor dos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) no valor de Y. Estes valores são independentes do comercializador» - fim de citação e de paciência. E, então, perceberam?
Há, neste contexto, uma questão filosófica que me avassala: o que é tudo isto...?!?... Enfim, o que nos vale é que vivemos num estado de direito... Olha se não fosse!
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novembro 13, 2015
um ligeiríssimo contributo...
Tanto se fala (mais à direita, claro) de legitimidades democráticas e outras coisas a modos que assim, que me lembrei de lançar mão de umas contitas que aqui partilho, para ver se se percebe o que está a acontecer na Assembleia da República, à luz de uma outra coisa que se chama Constituição da República Portuguesa:
Resultados eleitorais em Outubro de 2015:
- PàF - PSD+CDS (tudo somadinho...) - 2.082.511 votos
- PS - 1.747.685 votos
- BE - 550.892 votos
- CDU - 445.980 votos
- PAN - 75.140 votos
TOTAL destes 4 grupos - 2.819.697 votos
A dúvida que se me coloca:
- Qual é a parte da Democracia que os senhores da coligação fundida, que andam tão desesperados e exaltados, não está a perceber?
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julho 24, 2015
dizer tudo, sim, mas sempre com um ar sério...
Se eu vos disser, com um ar tão sério que mete dó, que, desde as mais recentes declarações do Sr. Silva e do Sr. Coelho o mundo começou a girar ao contrário, vocês acreditam?
Se eu vos disser, com o mesmo ar seríissimo, que só votando a fazer o pino é que os «merklados» terão fé nas nossas possibilidades, vocês acreditam?
Se eu vos disser, mas tão sério que as pedrinhas da calçada se comoverão, que o Pai Natal, afinal, existe e neste Natal descerá à terra para oferecer a ponta de um corno (de rena, claro) a cada português, vocês acreditam?
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junho 11, 2014
quotidiano delirante...
Que no Portugal das tampinhas, um presidente que desfralda bandeiras ao contrário desfaleça no púlpito, em pleno discurso do dia de Portugal, e caia nos braços de um militar, poderá considerar-se premonitório?
É que ele era tanta coisa a contrariá-lo, coitado: desde logo, Portugal todo; depois, aquela malta toda aos gritos; também, a proposta do «entendimento» a martelo entre todos os partidos, que nem ao Diabo lembra e que ninguém apoia... E o senhor já tem alguma idade. Pobre do pobre! Houve um que, caído da cadeira onde tomava banhos de sol, nunca mais se levantou. O Sol é terrível nestas idades!
Tenho para mim que, de facto, há uma idade em que todos nós devemos pensar em repousar de uma vida de canseiras. Só não percebo porque é que esta lógica parece não funcionar apenas para os «senhores do poder», que parecem poder exercê-lo até à baba, à tremedeira descontrolada, à incontinência física e verbal, à demência galopante. Mais outras malhas que o império tece. E o nosso pequeno império é tão pródigo nestes matusaléns eternizados no poder activo... ainda que, aqui, o conceito peque por demasiado optimista.
E, note-se, que falo do «poder activo» e não da muito importante opinião de senador, maturada por experiência vivida, que essa é muitíssimo respeitável e deve sempre ser escutada. Que todos lá vamos chegando...
Não deixa, assim, de ser curioso vermos que um regime que tanto maltrata, menospreza e desmerece os seus séniores, nos proponha, como figura cimeira do estado, um rapazola com mais de setenta anos, que se aguenta mal na tripeça. É, em boa verdade, uma inaudita violência por parte dos seus pares!
... É que nem me ocorre nada de mais emocionante para comentar sobre a ocorrência. Ó apagada e vil tristeza!
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agosto 01, 2013
algumas destas não lembram ao Diabo...
Por deficiências congénitas, passo a vida arvorado em ingénuo militante e, porventura, vagamente estúpido, pelo que nem sempre, à primeira, me ocorre a preversidade de algumas coisas. Esta chegou-me há pouco e nem tive ainda oportunidade de lhe aplicar o filtro científico para apurar veracidades. Mas, como me encontro de férias, vou passá-la, à portuguesa curta, para que quem quiser lhe apure a tal veracidade... que deve ser verdadeira, claro:
Os JUÍZES e a CES
A CES (Contribuição Especial Solidariedade) não se aplica aos juízes !
JUSTIÇA (???) feita...a preceito! Mais um capítulo para a grande história da pulhice humana.
Os JUÍZES do TC e a CES..(contribuição especial de solidariedade)
É inacreditável!!... Esta gente já beneficia (não sei por que razão?) com a indexação das suas pensões aos trabalhadores no activo!!
Regalia dos JUBILADOS?!!!!
E agora, outra benesse: - não pagam CES!!!
Recebem as reformas por inteiro em caso de incapacidade por doença do foro psiquiátrico.
Auferem subsídio de renda de casa, no valor mensal de 750,00, mesmo morando em casa própria.
E depois vêm falar de equidade, justiça social, etc. e tal?
Isto só numa república das bananas!!
Espalhem pelos vossos contactos. Isto é serviço público!!
INACREDITÁVEL!!! COMO É POSSÍVEL!!! Que gente esta!!!
Eis a explicação para o "NÃO CHUMBO" da CES. Protegem-se a todos os azimutes e armadilham tudo à volta. E o Governo alinha.
Juízes e diplomatas não pagam CES sobre pensões
Escreveu o
Jornal de Negócios que nem todos os reformados com pensões elevadas saem a perder com a decisão do Tribunal Constitucional (TC).
Os juízes e os diplomatas jubilados não são afectados pela polémica contribuição extraordinária de solidariedade (CES), viabilizada pelos juízes do TC.
E com a decisão do TC passam também, como qualquer funcionário público, a ter direito a subsídio de férias.
Estes pensionistas estão teoricamente equiparados aos funcionários públicos.
A CES não se aplica às suas pensões devido a uma norma do Orçamento do Estado que abre uma excepção para as "pensões e subvenções automaticamente actualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no activo".
Claro,como água da fonte.
Se não fosse esta norma oportunissimamente introduzida na Lei do Orçamento, a CES teria sido certamente chumbada.
Chamem-lhes o que quiserem, mas eles estão-se todos borrifando...
E certamente riem-se ... (final da mensagem recebida)
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julho 01, 2013
quotidiano delirante (17) - alguma insegurança social
Imaginem uma necessidade premente de contactarem telefonicamente os serviços da Segurança Social em nome de um familiar que, por razões de doença, não está em condições de o fazer. Sei lá… por exemplo, para tratar de uma isenção em taxas moderadoras que tarda em efectivar-se…
Sabem o que vos vai acontecer? Uma senhora simpática, do outro lado, diz-vos que poderá transmitir a informação necessária, também telefonicamente, mas apenas mediante a autorização, outra vez telefónica, do próprio beneficiário.
Então, mesmo sem desligar a chamada, vocês chamam o tal próprio beneficiário - que pode mesmo ser ele ou talvez não - que, ainda uma vez mais e sempre ao telefone, confirma que, sim senhora, está a autorizar a prestação da informação a terceiro.
E a informação é-vos transmitida.
Se isto não é a manifestação cabal de que estamos a viver num regime de estupidez institucionalizada, então é o quê?
Claro que vos serão solicitados alguns dados identificativos. Mas esses obtêm-se em qualquer lado e sobre qualquer cidadão, sem grande esforço.
Pessoalmente, até considero aligeirado o procedimento, que nos alivia de deslocações sempre incómodas. Mas, por outro lado, onde é que mora a reserva de confidencialidade que se deve esperar em matérias onde ela é ponderosa?
Vejamos: estas coisas têm sempre por trás um despacho regulamentar interno qualquer, que alivia os funcionários de responsabilidades espúrias. Assim sendo, também neste caso, terá existido uma inteligência qualquer que definiu que, a bem do cidadão, esta confirmação telefónica seria útil e necessária e, seguramente, muito mais simplex.
Mas a verdade é que, pelo menos enquanto os telefones não reproduzirem a imagem de cada utente, qualquer um pode dizer, ao telefone, que é o senhor fulano de tal e que confirma tudo e mais alguma coisa… ou não será?
Colocada perante esta dúvida, a senhora funcionária simpática, em resposta, riu-se muito simpaticamente. Eu também. Mas agradeci muito a informação que me foi transmitida.
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abril 11, 2013
este IRS troicado...
O que eu mais aprecio, mas aprecio mesmo, neste atoleiro do qual não há modo de sairmos, é a disfunção sistémica de que enfermam os «serviços» na sua relação com o povo.
Vejamos: o cidadão sai cedo do seu emprego; corre para casa, através do trânsito urbano abstruso. Arma o estendal papeleiro em casa, avisando a família de que, hoje, o jantar deve atirar para mais tarde. Tudo avisado, arregaça as mangas, limpa os óculos, cata a máquina de calcular, distribui criteriosa e ordenadamente os incontáveis papelinhos que coleccionou, religiosamente, toda a família durante um ano.
Apresta-se a cumprir esse ritual de cidadania, ainda mais urgente nesta «terrível crise que atravessamos», mas ritual que tem tanto de imperativo cívico como de masoquismo penitente... e liga o computador portátil.
Passwords e o camandro, ei-lo a digitar... ou melhor, a tentar digitar as permissas de acessibilidade. E eis-nos no reino do Serapião, que é uma coisa que ninguém sabe o que é e eu também não:
(NOTA - acabadinho de ocorrer num sítio perto de mim...)
Pois eles serão «o mais breve possível», seja lá isso o que for no mau português que esta gente (ab)usa. Eu é que me sinto, subitamente, muito abaixo do corno da história!
E escusam de clicar aqui ou ali ou na pata que os pôs, que aquilo não abre para lado nenhum. Vais ver que isto tudo é por culpa do chumbo do Tribunal Constitucional...
Vá, agora cantemos todos:
meninos, vamos à tróica, ó ai,
que a tróica é maravilha
metei o IRS, ó ai,
ali onde o Sol não brilha!
Raismaparta mais esta incomodidade constante de não ter nascido no Canadá, carais!!!
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fevereiro 06, 2013
Um testemunho
De um testemunho no Facebook...
Já visitei a Venezuela e Cuba. Mas, esta tarde, visitei, pela primeira vez, um país do terceiro mundo. Eu conduzia pela via de acesso ao IC19 quando observei dois homens que seguiam junto ao rail vindos do Hospital Amadora-Sintra. O mais novo aparentava 45 anos e tinha a cara tostada pelo sol. O mais velho devia ter cerca de 80 anos e trazia um dreno ensanguentado junto à cintura. O filho trazia o pai que havia tido um AVC e uma infecção urinária. Ficaram na Brandoa. Foi onde os deixei depois de ter decidido dar-lhes boleia. Não tinham dinheiro para o transporte de ambulância. Durante a viagem, envergonhado, o filho concordou comigo. Este é o país em que os donos dos bancos e das grandes empresas enchem os bolsos através da humilhação dos trabalhadores e dos reformados. O velho mal se compreendia. Muito cansado tentava comentar com muita dificuldade o que se dizia. Mas houve um momento em que encheu a voz de força e rematou: "É preciso um novo 25 de Abril". Respondi-lhe, então, que se o havia que repetir que fosse sem cravos. Pelo espelho retrovisor, vi-lhe o sorriso. Não sei o que lhe passava pela cabeça. Mas, na minha, vi o nosso povo unido esmagar os que assim tratam os que sacrificaram o melhor das suas vidas pela felicidade de outros. E sorri-lhe de volta.
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janeiro 28, 2013
as misérias dos poderosos
Carlos Peixoto, deputado do PSD pela Guarda, licenciado em licenciaturas (?), perorando no jornal i, aqui há uns dias atrás, acerca do que é, na sua visão limitada, serôdia e com muitas probabilidades de ser mesmo imbecil, o mal tremendo que assola Portugal, destrambelha-se com o seguinte dislate: “A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha.”
E, como forma de debelar o mal, tresvaria numa apologia à fornicação procriativa, como se não houvesse amanhã, para concluir com esta inevitabilidade: «Se assim não for, envelhecemos e apodrecemos com o País."
Contaminação, peste e apodrecimento. Eis como a bestialidade desta criatura, por associação, mimoseia os seus avós, pais e a si próprio, muito em breve, pois conta já este garboso pimpolho com 45 anitos feitos.
Eu não sei em que alfombre foram criados estes cidadãos ou, melhor dizendo, em que entulheira medraram tais fungos que assim se assanham contra quem, afinal, lhes garantiu e garante o sustento.
Sim, porque do alto dos meus grisalhos sessenta anos, com mais de trinta e cinco de vida retributiva, trabalhando por conta de outrem (isto é, pagando efectivamente impostos) e com mais cerca de meia-dúzia de anos de vida activa pela frente, sou um dos que está a sustentar a vidorra da criatura e, até, segundo os cânones distorcidos da sociedade em que vivemos, lhe estou, mesmo, a assegurar a futura reforma que, como deputado que é, lhe deve estar para muito breve.
As grandes questões que se me colocam são as seguintes:
- Esta gentinha não pode ser banida da Assembleia após uma barbaridade deste quilate? Vai tão longe a imunidade parlamentar? Os seus pares (e nós todos) não temos vergonha na cara e permitimo-lo como representante da nação? Os pais dele – se é que não nasceu de geração espontânea, por entre os tais fungos… – convivem bem com este filho ou já lhe pespegaram dois bofetões bem aplicados e o baniram do convívio familiar?
Poucos dias depois, o mesmo inefável Peixoto – que assim apurámos ser homem dado a filosofias pimba -, entulha-nos as consciências com mais este primor: quem aceita «o casamento homossexual pode também vir a aceitar o casamento entre irmãos, primos directos ou pais e filhos…».
Ora estamos aqui com uma contradição tremenda naquela cabecinha pensadora: se é verdade que a união entre homossexuais, no estadio actual da técnica civilizacional, não gera rebentos, pelo menos sem assistência colateral, já o casamento entre irmãos, primos directos ou pais e filhos pode vir a revelar-se um modo airoso de dar bom seguimento ao que o homem acima preconiza: a procriação como desidério nacional. Afinal, sempre se diz que em tempo de guerra não se limpam armas…
O meu receio é tão só que as consanguinidades daí decorrentes venham a dar origem a muitos Peixotos como este desta fábula…
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dezembro 15, 2012
de que será que o sindicato do céu está à espera para promover uma acção de desagravo contra esta exorbitância?
Para registar e ver com olhos de ver:
A Associação Empresarial de Penafiel contratou quatro desempregados a 43 cêntimos à hora para se vestirem de Pai Natal. Segundo o Jornal de Notícias desta quarta-feira, os animadores, operários da construção civil, recebem 83 euros por 30 dias, mais subsídios de transporte e alimentação.
A Associação Empresarial de Penafiel pretendia, para o período compreendido entre 1 e 31 dezembro, quatro pessoas para o «desenvolvimento e promoção de ações de animação do comércio local no Centro Histórico de Penafiel, durante o período natalício e apoio à equipa existente», explica Graça Castro, diretora do Gabinete de Comunicação e Relações Externas do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.
«Dos candidatos presentes oito aceitaram voluntariamente a participação neste projeto e foram encaminhados para a entidade (Associação Empresarial de Penafiel), destas foram selecionadas 4 (quatro), de acordo com o número indicado na candidatura», explicou Graça Castro. (
in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=606179
NOTA: Se dividirmos 83 € por 4 semanas, atingiremos as 48 horas de trabalho semanal; se dividirmos os mesmos 83 € por 30 (!) dias - sábados, domingos e feriados, tudo incluído -, teremos um total de 6 horas e meia de trabalho diário... Que palavras dizer?
Muito para lá da ironia amarga do título que escolhi para esta entrada, há, na verdade, qualquer coisa de miserável naquilo que os mandantes andam a fazer contra a nação portuguesa.
Há, afinal, qualquer coisa de miserável nesses mandantes.
E porque 43 cêntimos por hora de trabalho é qualquer coisa a que não se pode chamar remuneração, nem honorários, por ser aviltante e explorar a carência de tudo, só podemos estar em presença de mais uma manifestação hipócrita da «caridadezinha» que apregoam as Jonets do nosso descontentamento.
Note-se que, se é certo que considero avilante esta exploração, os agentes desse aviltamento são, como não pode deixar de ser considerado, os que contratam e assim pagam o tempo (a vida?) dos contratados e apenas sobre eles incide o ónus do adjectivo.
E quando o trabalho é remunerado como esmola, algo está definitivamente podre neste reino, que urge expurgar com carácter de urgência!
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dezembro 12, 2012
publicidade...
É sabido que os publicitários são uns exagerados. Mas quando deles se evola o pendor poético.... que dizer? Ora, pois, que amem e façam o que quiserem!
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outubro 08, 2012
de uma bandeira ao contrário
Terá sido um lapso; terá sido um boicote; terá sido qualquer coisa que não devia ter sido, como tanta coisa que por cá se vai passando e não se devia passar...
- imagem obtida, com a devida vénia, no sítio do Diário de Notícias
não que me afecte a bandeira
hasteada em modo vário
quem sabe bem mais faceira
de lado ou pelo contrário
e até chegar ao hino
com candura e muito imposto
e pô-lo a fazer o pino
de pés p’rò ar que é um gosto
marchando «contra os canhões»
e acabando com os «heróis»
seja lá por que razões
ou por sujos maus lençóis
porque afinal já se diz
estar a bandeira direita
mas ser bem mais infeliz
ver quanto o país se ajeita
ao facto extraordinário
de estar de pernas p’rò ar
e tal ser já ordinário
sem parecer ter volta a dar
pois que ao país não se acerta
sem protocolo a preceito
assim cá deixo um alerta:
dêmos-lhe a volta com jeito
com jeitinho mas denodo
zurzindo nos maus mandantes
voltando Abril de outro modo
sem nos ficar como d’antes
e rimar nação com povo
de canhões contra os tratantes.
- versalhada de Jorge Castro
Última actualização do Google Maps...
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setembro 09, 2012
quotidiano delirante (16) - Panteão
Panteão Nacional
O Panteão Nacional, situado na zona histórica de Santa Clara, ocupa o edifício originalmente destinado para igreja de Santa Engrácia, acolhendo os túmulos de grandes vultos da história portuguesa. Fundado na 2ª metade do século XVI, o edifício foi totalmente reconstruído em finais de Seiscentos pelo arquitecto João Antunes; embora nunca chegasse a abrir ao culto, conserva, sob a cúpula moderna, o espaço majestoso da nave, animada pela decoração de mármores coloridos, característica da arquitectura barroca portuguesa. Elemento referencial no perfil da cidade e oferecendo pontos de vista privilegiados sobre a zona histórica da cidade e sobre o rio Tejo, está classificado como Monumento Nacional. - informação colhida em
http://www.igespar.pt/pt/monuments/51/ da responsabilidade do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico
+(Large).JPG)
Pois fui-me ao Panteão Nacional, para assistir a uma inauguração de Pintura de
Isabel Nunes -
http://www.isabelnunes.com/ - (
A Geração de 500) -, sobre a gesta das descobertas, que lá se encontra patente e de que recomendo visita, aproveitando para colmatar uma lacuna grave nos meus périplos por Lisboa, pois a verdade é que nunca tinha, até anteontem, visitado este nosso local de referência da capital.
Da visita nada vos direi. Recomendo-a vivamente e pronto.
Mas não pude deixar de notar, com uma mistura de incredulidade, vergonha, espanto e, convenhamos, até alguma indignação, aquele cabo eléctrico preto que espreita, conspícuo, retorcido qual rabinho de porco, por trás dos restos mortais de Luís Vaz de Camões (e também por trás dos demais que lá repousam, diga-se) e que alimenta o holofote por trás do túmulo...
Terá a ver com o conceito de obras de Santa Engrácia, resquício perturbante do conceito articulado com o prévio nome do edifício?
Que diabo, não haverá um tubinho de cola de contacto que, sem ofender os belíssimos mármores, dissimule o malvado cabinho - que, a propósito, poderia até ser branco, que os há no mercado...), para que não fique aparente, criando assim um corte horrendo e meio-chunga em todo aquele harmonioso envolvimento?
E mais do que isso: não haverá um desgraçado de um responsável-de-qualquer-coisa que tenha olhos para atentar naquilo?
Em pleno Panteão Nacional? Ó meus amigos!...
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julho 25, 2012
quotidiano delirante (15)
Recebi, há pouco, de insuspeito organismo, consagrado na nossa praça, um convite para uma exposição.
Do texto do convite respigo:
Como é evidente pela organização dos elementos gráficos acima (também conhecidos como palavras), as «entradas gratuitas» apenas ocorrem aos domingos e feriados, isto é, quando aquele organismo se encontra encerrado...
Claro que não será isso o que os promotores do evento pretendem dizer... Ou será?
Mas porque será que há tantos disparates destes pululando na cidade e nas nossas vidas? Deixou de se saber o que se anda a fazer e a dizer?
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junho 30, 2012
quotidiano delirante (14)- ai se ele cai...
Passeando por Monchique, depara-se-nos esta placa, junto a uma passadeira para peões... Ora, aí fica uma interpretação possível:
- sítio de Monchique onde se deve passar rasteiras a deficientes...
Como, ainda para mais, a rua não tem passeio, podemos imaginar que se trata de mais um modo inovador e oficial de abater despesas supérfluas. Tudo, claro sob o olhar tutelar da Igreja, da História e, presuma-se, com observatório para os interessados assistirem ao espectáculo.
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maio 02, 2012
quotidiano delirante (13)
- as maiorias silenciosas que fazem barulho e a hipocrisia reinante
Se há momentos em que me assalta aquela incómoda e desconfortável vergonha pela prática de actos por parte de terceiros, ontem, dia 1 de Maio de 2012 foi um desses dias, ao ter conhecimento da lamentável atitude «promocional» da cadeia de supermercados Pingo Doce.
Não pelo lastimável espectáculo proporcionado pelo rebanho despolitizado, egoísta e/ou realmente carenciado (que também os há-de haver e em quantidade), pois esses são os habitantes do «Portugal profundo» que existe em tantos de nós, as «maiorias silenciosas», ordeiras, trabalhadeiras mas oportunistas ou «sobreviventes», que vendem, entretanto, a alma ao diabo por um prato de lentilhas… desde que sejam elas a comê-lo. Aqueles que nos tempos salazarentos afirmavam, com uma espécie de corajosa covardia, que a política deles era o trabalho e que se davam muito bem com isso.
Os mesmos que, hoje, vão dizendo a mesma coisa, escudados no argumento falacioso de que o que o país precisa é de «trabalho», para sair da «crise», mesmo que seja trabalho escravo, indigno ou ilegítimo.
Mas pela atitude da corja empresarial deste tipo de calibre – pois creio bem que existe outro tipo de empresários –, mais a cáfila de assessorias que os ilumina, que é capaz de abandalhar – com a conivência do rebanho acima, de quem interpretaram bem o sentir – o dia que deve ser o mais caro para quem tenha do trabalho a devida noção do que isso representa para a dignidade maior do ser humano na comunidade em que se insere.
Cinquenta por cento de desconto em compras acima de cem euros, entretanto, coloca-nos questões elementares, a responder com urgência por quem chefia o Estado da nação:
- Se estes descontos puderam fazer-se sem prejuízo, então o lucro nas transacções habituais é abusivo, desonesto e merecedor de punição pública;
- Se, pelo contrário, estivemos em presença de «dumping», com venda de produtos abaixo do preço de custo, então a atitude cai sob a alçada da lei vigente e impõe-se célere e conclusiva bordoada nos espertalhóides que a promoveram, através de mera aplicação legal – que a ASAE sirva, enfim, para alguma coisa, na defesa efectiva dos interesses do cidadão;
Entretanto, convém não perdermos de vista que, num ou noutro caso, o extraordinário fluxo financeiro que correu pelas caixas do Pingo Doce estará hoje a ser encaminhado para a sede do grupo domiciliada no estrangeiro, com manifesto e consabido prejuízo para a economia nacional.
Ora, isto, assim configurado, permite-nos dizer aos distintos governantes eleitos que nos calharam em sorte que podem limpar as mãos à parede com a autorização concedida a estes grandes grupos de interesses para abrirem portas em dia feriado de alcance mundial. Para além de se ter promovido uma profunda clivagem entre os cidadãos civicamente conscientes e os consumismo-dependentes.
Claro que, neste caso, os nossos gurus de serviço não se perturbam com a imagem que transmitimos aos «mercados». Afinal, a malta até ainda tem uns troquitos guardados para alinhar nestes desvarios. E isso é o que os «mercados» querem saber… e o resto é conversa.
Falta agora que o senhor ministro das Finanças faça um levantamento e retire rendimentos de inserção social e/ou isenções de pagamento de taxas moderadoras àqueles que tenham acorrido, ontem, às catedrais do consumo. É que no aproveitar é que vai o ganho e, assim como assim, lá irão pagar outra vez alguns mais dos mesmos…
Também como alguém disse, o acto teve outro grande mérito: serviu como ensaio geral para quando as grandes superfícies forem assaltadas pela multidão dos descamisados com fome. Mas, claro, nessa fase sem passarem pelas caixas.
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abril 13, 2012
quotidiano delirante (12)
- à consideração de todos
fevereiro 07, 2012
quotidiano delirante (11)
- breves, muito breves reflexões aleatórias...
Uma vaga de frio polar assolou-nos, pelo menos segundo tudo quanto são os avisadores da catástrofe nacional… e quase ninguém deu por isso. Num qualquer sinistro, as vítimas mortais foram setenta e duas ou três ou quatro ou oitenta e cinco, consoante o «órgão noticioso» que propala a notícia. A libertação de um prisioneiro israelita é «trocada» pela libertação de quatrocentos e cinquenta palestinianos. Este ano o Carnaval português é só para alguns e pensa-se que esses alguns possam (ou devam) não ser piegas. O quadro «Os Jogadores de Cartas», de Paul Cézanne, é vendido e comprado por 250 milhões de dólares, sendo o comprador a real família do Qatar, a qual vive repimpada sobre os custos do petróleo que promove em seu benefício. Onze mil crianças morrem de fome no mundo, a cada dia que passa. Um sem-abrigo foi condenado a multa de milhares de euros por furtar um champô e uma bebida num supermercado do norte. O governo português prepara-se para injectar mais 600 milhões de euros no BPN, para o vender, de seguida, por 40 milhões. Na Europa começam a proliferar os políticos não eleitos à frente dos destinos dos respectivos países, ditos democráticos...
Não há qualquer fio condutor nestes nacos desgarrados, para além de serem eles sinais palpáveis da actualidade a que nos deixamos conduzir, um pouco por todo o mundo.
Qualquer noticiário desta actualidade num simples dia é profundamente mais surreal do que foi alguma vez um filme como «O Mundo Cão», que nos sobressaltava de estranheza há umas poucas dezenas de anos.
Urge acabar com isto antes que isto acabe connosco.
E ñem sei se estou a ser piegas ou se estou a ser pessimista em demasia. Mas estou, seguramente, a reflectir aquilo que uma misérrima mão-cheia de políticos de pacotilha anda a fazer.
Etiquetas: Crónicas, Opinião, Quotidiano delirante
novembro 11, 2011
quotidiano delirante (10)
- votações na A.R.
Diz-se que as boas acções ficam com quem as pratica. E eu, que até nem tenho filiação partidária, mais não digo.
Votações:
23 de Setembro de 2011
VOTAÇÃO NA GENERALIDADE
1. Projecto de Lei n.º 44/XII/1.ª (PCP) – Determina a aplicação extraordinária de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário, financeiro e grandes grupos económicos (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP
2. Projecto de Lei n.º 45/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional sobre a aquisição e a detenção de automóveis de luxo, iates e aeronaves (13.ª alteração à Lei n.º 22-A/2007, de 29 de Junho, que aprovou o Código do Imposto sobre Veículos – ISV – e o Código do Imposto Único de Circulação – IUC);
Rejeitado
Favor – PS, PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
3. Projecto de Lei n.º 46/XII/1.ª (PCP) – Tributa as mais-valias mobiliárias realizadas por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), Sociedades de Capital de Risco (SCR), Fundos de Investimento, Fundos de Capital de Risco, Fundos de Investimento Imobiliário em Recursos Florestais, Entidades não Residentes e Investidores de Capital de Risco (ICR) – (Altera o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho);
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP
4. Projecto de Lei n.º 47/XII/1.ª (PCP) – Cria uma nova taxa aplicável às transacções financeiras realizadas no mercado de valores mobiliários;
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP
5. Projecto de Lei n.º 48/XII/1.ª (PCP) – Cria uma sobretaxa extraordinária em sede de IRC (Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
Abstenção – PS
6. Projecto de Lei n.º 49/XII/1.ª (PCP) – Fixa em 21,5% a taxa aplicável em sede de IRS às mais-valias mobiliárias (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado
Favor – PS, PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
7. Projecto de Lei n.º 50/XII/1.ª (PCP) – Cria um novo escalão para rendimentos colectáveis acima de 175000 euros e tributa de forma extraordinária dividendos e juros de capital (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP
8. Projecto de Lei n.º 51/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional do património imobiliário de luxo (Alteração ao Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro, que aprovou o Código do Imposto sobre Transacções Onerosas – IMT – e o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI);
Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
Abstenção – PS
Etiquetas: Quotidiano delirante
novembro 03, 2011
quotidiano delirante (9)
- serviço público - o (des)acordo ortográfico é ilegal?
Soube agorinha mesmo desta curiosidade que considero da maior utilidade partilhar convosco, mas o atropelo é tanto e tão desvairado que damos por nós sem saber lá muito bem com que linhas é que nos cozemos, como diriam as avozinhas.
Ora, o certo é que existe um Decreto, datado de 08 de Dezembro de 1945, mas muito em vigor, dado não ter sido revogado, que regulamenta o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. É ele o Decreto 35228 que, salvo melhor opinião, está vivinho da costa.
Acontece que, estando ele em vigor, e se ainda estamos num estado de direito, ele retira toda a legitimidade ao mais recente «Acordo Ortográfico» que, apesar de novo, é já de tão má memória e que tanta celeuma tem causado.
E (mais) esta, hem?
- Claro que, se houver quem saiba mais e melhor o que se está a passar, muito se agradece conveniente esclarecimento.
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